Um gesto de esperança marcou o trabalho da Polícia Civil de Sergipe nesta quarta-feira, 9. Após quase quatro décadas de separação, uma mãe e seu filho puderam se reencontrar graças ao suporte do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). A história, que atravessa gerações, teve início durante uma campanha nacional voltada à coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas.
O início da busca por um elo perdido
O reencontro foi viabilizado após o senhor Francisco da Silva procurar o DAGV com um objetivo claro: encontrar a mãe biológica de seu filho, Rodrigo da Silva. O único registro disponível era um pequeno papel fornecido por uma maternidade, contendo apenas o nome da mulher. Com essa informação limitada, Francisco buscou o auxílio das autoridades para reconstruir o elo familiar que nunca chegou a ser estabelecido.
A delegada Lara Schuster, responsável pelo caso, detalhou que a identificação foi possível devido à singularidade do sobrenome da mulher. Após consultas aos sistemas oficiais, a equipe localizou dados como endereço e telefone. No entanto, a cautela foi essencial: as informações não poderiam ser repassadas sem a devida autorização da parte interessada, respeitando a privacidade e o protocolo de mediação da unidade.
A mediação e o momento do reencontro
O processo de aproximação exigiu persistência da equipe policial. Após tentativas de contato telefônico sem sucesso, uma servidora do departamento deslocou-se pessoalmente até o endereço identificado para estabelecer o diálogo. A iniciativa foi fundamental para que, finalmente, mãe e filho pudessem marcar o encontro presencial, que foi acompanhado de perto pelos agentes do DAGV.
Para Rodrigo, o momento representou muito mais do que a simples localização de uma pessoa. O reencontro significou a possibilidade de preencher uma lacuna em sua própria história de vida. “Eu quero ter uma família, na verdade. Eu tenho meus irmãos e tudo mais. Então, eu, ele e o meu sangue, que é ela”, compartilhou, emocionado, ao descrever o desejo de estabelecer o vínculo familiar.
O papel da perícia e o suporte institucional
Embora o atendimento tenha ocorrido no DAGV, a iniciativa faz parte de um esforço maior de busca por pessoas desaparecidas, que envolve a Coordenadoria-Geral de Perícias de Sergipe. O trabalho conjunto do Instituto de Identificação e do Instituto de Análise e Pesquisa Forense (IAPF) é o pilar que sustenta essas ações de identificação humana no estado.
A Polícia Civil reforça que o serviço de busca por familiares está disponível para a população. Aqueles que perderam o contato com entes queridos ou buscam por pessoas desaparecidas podem procurar os canais oficiais da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe para receber as orientações necessárias sobre os procedimentos de investigação e localização.
Perguntas frequentes
Como a Polícia Civil localizou a mãe?
A equipe utilizou o nome fornecido em um documento da maternidade e, por meio de sistemas de consulta, identificou o sobrenome e o endereço da mulher.
Qual departamento realizou o atendimento?
O caso foi conduzido pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) com apoio da rede de perícia do estado.
Onde buscar ajuda para casos semelhantes?
Cidadãos podem procurar os canais oficiais da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe para orientações sobre busca de familiares.


