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Presidente da Anatel defende uso transformador da internet além de entretenimento e apostas

Presidente da Anatel defende uso transformador da internet além de entretenimento e apostas

Presidente da Anatel defende uso transformador da internet além de entretenimento e apostas

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Manuel Baigorri, destacou nesta quarta-feira (2/9), em Brasília, a necessidade de ampliar o uso da conectividade no Brasil para além do consumo passivo de entretenimento. Durante evento de apresentação de uma pesquisa sobre hábitos de leitura digital, realizada pela Anatel em parceria com a Skeelo e a NIQ BookData, Baigorri enfatizou que o acesso à rede deve ter um papel transformador na vida dos cidadãos.

Para o gestor, o desafio atual do país supera a barreira da infraestrutura. “O grande desafio, agora, é fazer com que o acesso à internet seja transformador, não seja só ficar assistindo série e apostando em bet”, afirmou. O presidente da agência reguladora pontuou que o Brasil avançou significativamente na expansão da conectividade para regiões remotas nas últimas duas décadas, aproximando-se de uma cobertura nacional abrangente.

Parceria para democratizar o acesso ao livro

O evento celebrou a colaboração entre a plataforma Skeelo e operadoras de telefonia, como Claro e Vivo, que permite aos usuários de smartphones o acesso mensal a e-books gratuitos. Segundo Baigorri, essa iniciativa resolve um gargalo histórico do mercado editorial brasileiro: a distribuição de conteúdo. O presidente ressaltou que muitos brasileiros possuem o benefício em seus planos de telefonia sem ter conhecimento da disponibilidade.

Rodrigo Meinberg, CEO da Skeelo, detalhou que a cadeia de valor é integralmente remunerada. As operadoras investem na aquisição dos livros digitais junto à plataforma, que repassa os valores às editoras. O sistema oferece flexibilidade ao usuário, que pode trocar o título sugerido mensalmente, garantindo que o leitor tenha autonomia sobre o conteúdo que consome.

Desafios geográficos e o alcance digital

A importância da digitalização do livro ganha relevância diante da escassez de livrarias físicas no território nacional. Dados apresentados por Meinberg indicam que oito em cada 10 municípios brasileiros não possuem sequer uma livraria. Em contrapartida, a capilaridade da telefonia móvel é vasta, com mais de 220 milhões de acessos registrados pela Anatel, superando a população estimada do país.

A pesquisa da NIQ BookData reforça o papel dessas ferramentas na formação de novos leitores. Atualmente, a Skeelo aparece como o segundo aplicativo mais utilizado para o consumo de livros digitais no Brasil, com 23% da preferência, ficando atrás apenas da Amazon (37%). O levantamento aponta que 25,3% da população acima de 10 anos acessou livros digitais nos últimos 12 meses, com destaque para a participação feminina (56%) e a predominância de leitores da Classe C (46%).

Perguntas frequentes

Como funciona o acesso aos livros pelo celular?

A parceria entre operadoras e a Skeelo permite que assinantes de planos de telefonia baixem e-books gratuitamente. O usuário pode trocar o livro sugerido mensalmente por outros títulos disponíveis no catálogo.

Qual a importância da leitura digital no Brasil?

Com a ausência de livrarias físicas em 80% dos municípios brasileiros, a tecnologia atua como um meio de democratizar o acesso à cultura e à educação, utilizando a ampla base de usuários de telefonia móvel.