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Urnas lacradas e confusão marcam prorrogação de votação em São Paulo

Urnas lacradas e confusão marcam prorrogação de votação em São Paulo

Eleitores e mesários enfrentaram momentos de forte confusão e divergência de orientações em diferentes zonas eleitorais de São Paulo. A situação ocorreu após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a prorrogação do período de votação.

Apesar da medida que estendia o prazo, diversos locais de votação encerraram os procedimentos no horário tradicional, gerando impasse sobre a reabertura dos equipamentos eletrônicos e a participação de quem chegou após o horário estipulado.

Relatos de portas fechadas e orientações divergentes

No Colégio Nossa Senhora das Dores, localizado na Casa Verde, mesários seguiram o procedimento padrão de encerramento após receberem orientações para fechar as portas. Sem novas diretrizes imediatas da Justiça Eleitoral, eleitores que compareceram ao local após o horário habitual perderam a oportunidade de registrar seus votos.

Situação semelhante foi registrada no Colégio Virgem Poderosa, no Sacomã. Funcionários do Tribunal Regional Eleitoral orientaram o fechamento dos equipamentos logo após as 17h, mesmo diante dos apelos dos mesários que tentavam aplicar a decisão de extensão da votação até o novo horário limite.

Impossibilidade técnica de reabrir urnas lacradas

Na Escola Estadual Godofredo Furtado, situada no Jardim Paulista, a justificativa técnica impediu qualquer reversão no procedimento. As urnas que já haviam emitido o boletim de urna não puderam ser reabertas para receber novos eleitores.

Para lidar com o fluxo de pessoas que chegaram posteriormente, a orientação adotada consistiu em registrar dados pessoais e direcionar os cidadãos ao cartório eleitoral. O juiz eleitoral Fabrício Reali, responsável pela Zona Eleitoral do Tatuapé, confirmou que tentou suspender o encerramento nas seções sob sua supervisão, mas reiterou que urnas já encerradas permaneceram inalteradas.

Afastamento do direito ao voto e justificativa de ausência

Moradores de outras regiões da capital também relataram frustração ao tentarem exercer a cidadania. No Jardim São Luís, na Zona Sul, eleitores receberam orientações para justificar a ausência posteriormente, pois os equipamentos já estavam formalmente lacrados.

No Colégio Maria Imaculada, no Paraíso, uma eleitora que chegou ao local antes do limite máximo estipulado encontrou os portões fechados e relatou falta de direcionamento claro por parte das equipes presentes no local.