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ANS articula parceria com Ministério da Saúde para viabilizar terapias de alto custo

ANS articula parceria com Ministério da Saúde para viabilizar terapias de alto custo

ANS articula parceria com Ministério da Saúde para viabilizar terapias de alto custo

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou tratativas com o Ministério da Saúde visando estabelecer uma cooperação estratégica para a aquisição de medicamentos de alto custo. O objetivo central é integrar o setor de planos de saúde aos modelos de compra governamentais, mitigando impactos financeiros que poderiam comprometer a sustentabilidade do sistema.

Modelos de compra e compartilhamento de risco

Segundo a diretora da ANS, Lenise Barcellos, a ideia é que as operadoras de saúde possam adotar modalidades como o compartilhamento de risco e o preço sigiloso, estratégias que já estão sob avaliação do governo federal. A proposta foi apresentada durante um evento realizado pelo Instituto Consenso, em Brasília.

Barcellos enfatizou que a implementação dessas medidas exige um monitoramento rigoroso. A intenção é garantir que tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) quanto a rede privada tomem decisões baseadas em evidências, assegurando que a solução escolhida seja a mais eficiente para o paciente e para o sistema.

Proposta de centralização e ressarcimento antecipado

Uma das alternativas em análise sugere que o Ministério da Saúde realize a compra centralizada de medicamentos para todo o país. Nesse cenário, o fluxo de pagamento seria invertido em relação ao modelo atual de ressarcimento ao SUS.

Na prática, a operadora faria o pagamento ao governo antes do fornecimento do fármaco. Dessa forma, o Ministério da Saúde disponibilizaria a medicação de alto custo necessária, e a operadora arcaria com os custos, otimizando a logística e o poder de negociação na aquisição dos insumos.

Avaliação de custo-efetividade na saúde suplementar

Além da parceria logística, a ANS estuda a viabilidade de aplicar o limiar de custo-efetividade — parâmetro utilizado pelo SUS para decidir sobre a incorporação de novas tecnologias — no âmbito da saúde suplementar. A agência contratou consultoria externa para analisar como esse indicador pode ser adaptado.

A diretora esclareceu que o parâmetro não funcionaria como um limite rígido, mas sim como uma ferramenta de parametrização. O objetivo é oferecer suporte técnico para as análises de incorporação, permitindo que o setor tenha uma base observacional mais robusta para a tomada de decisões sobre novos tratamentos e exames.