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Capa de bronze de Salvador Dalí avaliada em milhões é furtada de museu francês

Capa de bronze de Salvador Dalí avaliada em milhões é furtada de museu francês

Capa de bronze de Salvador Dalí avaliada em milhões é furtada de museu francês

O mundo das artes plásticas foi abalado por um crime audacioso ocorrido no último final de semana na Europa. A monumental capa do Livro do Apocalipse (Livre de l’Apocalypse), uma obra-prima esculpida pelo renomado artista espanhol Salvador Dalí, foi furtada do Centro de Arte Contemporânea de Issoire, localizado na região central da França. O crime, confirmado pela Promotoria de Clermont-Ferrand, ocorreu na calada da noite de domingo, desafiando a segurança da instituição.

Segundo a redação do Imprensa 24h, a peça não é apenas um item histórico, mas uma joia da engenharia artística do século XX. Enquanto o público local busca por notícias de Aracaju e do estado, o cenário internacional de segurança em museus entra em alerta máximo após a perda desta obra singular, que integrava uma exposição temporária na cidade francesa.

A composição luxuosa e o peso da obra de Dalí

Criada em 1958 sob encomenda do editor de arte Joseph Forêt, a capa foi desenhada e esculpida por Dalí inteiramente em bronze. A suntuosidade do item é reforçada por ornamentos em ouro, incrustações de pedras preciosas e conchas marinhas, elementos recorrentes no imaginário surrealista do mestre espanhol. Para quem acompanha as últimas notícias em Sergipe sobre grandes eventos culturais, a magnitude física desta peça impressiona: apenas a capa pesa 150 quilos.

O conjunto completo do livro, que inclui pergaminhos gigantescos ilustrados por outros gênios como Jean Cocteau e Bernard Buffet, atinge o peso total de 210 quilos. O projeto foi inspirado no evangelho de São João e visava criar o objeto literário mais imponente da era moderna. A logística necessária para retirar um objeto dessa massa de um museu sem ser detectado é um dos pontos centrais da investigação policial francesa.

O livro mais caro do mundo e sua trajetória histórica

A relevância financeira da obra é tão impactante quanto seu valor estético. Na época de seu lançamento, o projeto foi avaliado em dois milhões de francos franceses. Em valores atualizados, essa quantia corresponde a aproximadamente 305 mil euros, o que equivale a cerca de R$ 1,7 milhão. Tal cifra rendeu ao exemplar, durante décadas, o título informal de livro mais caro do mundo.

Para mais detalhes sobre o mercado de arte e informações de Aracaju, o portal Imprensa 24h destaca que a obra teve uma trajetória global intensa. Entre 1961 e 1972, foi exibida em mais de 150 exposições internacionais antes de ser armazenada na Suíça. Posteriormente, a peça passou pelas mãos de colecionadores japoneses até ser adquirida, em 2003, por Christian Karoutzos, diretor de uma empresa de restauração em Issoire.

Investigações e o impacto no cenário cultural

A peça estava em exibição como parte de uma programação especial de outono no Centro de Arte Contemporânea. As autoridades francesas ainda não divulgaram se há suspeitos identificados ou se as câmeras de monitoramento registraram a ação. O furto levanta debates sobre a proteção de acervos privados cedidos para exposições públicas em cidades de pequeno e médio porte.

O portal Imprensa 24h continuará acompanhando os desdobramentos deste caso internacional, trazendo atualizações assim que novas informações forem liberadas pela polícia francesa. Para manter-se bem informado sobre este e outros temas de relevância global e regional, continue navegando em nossa plataforma e acompanhe as notícias de Sergipe em tempo real.