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Estrelas anãs consomem astros vizinhos em processo lento de milhões de anos

Estrelas anãs consomem astros vizinhos em processo lento de milhões de anos

Estrelas anãs consomem astros vizinhos em processo lento de milhões de anos

Estudos astronômicos recentes revelam um comportamento fascinante no cosmos: estrelas anãs estão devorando, de forma gradual e estável, os astros que as acompanham em suas órbitas. Segundo a redação do Imprensa 24h, esse processo de alimentação estelar pode se estender por milhões de anos, desafiando percepções anteriores sobre a destruição rápida de corpos celestes menores.

As descobertas foram publicadas na prestigiada revista Nature Astronomy por equipes internacionais de pesquisadores. Os cientistas utilizaram dados de telescópios terrestres e espaciais para monitorar dois sistemas distintos onde a transferência de matéria ocorre de maneira contínua, oferecendo novas perspectivas para as notícias de Sergipe e do mundo sobre a evolução do universo.

Transferência de matéria entre anãs vermelhas e marrons

No primeiro estudo, liderado por Aaron Householder, os especialistas identificaram o sistema binário ZTF J0440+2325. Nele, uma anã marrom — um objeto maior que um planeta, mas pequeno demais para brilhar como estrela — orbita uma anã vermelha a cada 86,65 minutos.

A análise de luz em diferentes comprimentos de onda revelou um ponto quente na superfície da estrela principal. Esse fenômeno ocorre porque a matéria flui diretamente do corpo menor para a estrela, um processo que pode permanecer estável por até 10 bilhões de anos. Para quem busca as últimas notícias em Sergipe sobre ciência, esse dado reforça a complexidade das interações gravitacionais no espaço profundo.

Anãs brancas e a evaporação de planetas gigantes

O segundo estudo, coordenado por Jamie Williams, focou na anã branca jovem HS 0209+0832. Utilizando dados dos telescópios Hubble e TESS, a equipe detectou uma composição química incomum na atmosfera da estrela, rica em elementos pesados como zinco, cobre e nióbio.

A presença desses elementos sugere que a estrela está absorvendo a atmosfera de um planeta gigante de segunda geração. Esse planeta teria se formado a partir dos gases expelidos pela própria estrela em sua fase anterior de gigante. Agora, a radiação e a gravidade da anã branca evaporam o planeta, transformando seus gases em combustível estelar.

Novas categorias de planetas e o futuro da astronomia

Essas observações indicam a existência de uma nova subcategoria de planetas que surgem das cinzas de estrelas mortas. As informações de Aracaju e de centros científicos globais destacam que esses achados ampliam a compreensão sobre sistemas estelares de baixa massa e como eles evoluem ao longo de eras geológicas espaciais.

A continuidade dessas pesquisas dependerá de novos levantamentos do céu e modelagens teóricas avançadas. O objetivo é entender com que frequência essas interações ocorrem e como elas moldam o destino final de sistemas planetários semelhantes ao nosso. Para continuar acompanhando as principais atualizações sobre ciência, tecnologia e os fatos que marcam o dia a dia, continue navegando no portal Imprensa 24h, sua fonte de confiança em Sergipe.