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Ayres Britto defende gestão de Edson Fachin para superar crise no STF

Ayres Britto defende gestão de Edson Fachin para superar crise no STF

Ayres Britto defende gestão de Edson Fachin para superar crise no STF

O ex-ministro Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou apoio público à condução do atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin, diante do cenário de instabilidade recente envolvendo revelações sobre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro. Para o jurista, Fachin possui o perfil adequado para gerir o tribunal neste momento delicado.

A confiança na condução de Edson Fachin

Em entrevista, Ayres Britto destacou que a escolha de Fachin para a presidência do tribunal ocorre em um momento crucial. O ex-ministro reforçou que existe um consenso entre magistrados e ex-presidentes da Corte sobre a capacidade do atual presidente em lidar com as investigações em curso. Segundo ele, a nota de apoio assinada por integrantes da cúpula do Judiciário reflete a confiança na integridade do trabalho que será desenvolvido.

O ex-ministro enfatizou que a transparência é o caminho indispensável para a resolução dos fatos. “Tudo tem que ser apurado. Nada tem que ser escamoteado, nada tem que ser escondido ou negligenciado”, afirmou. A expectativa é que o presidente do STF atue com a cautela necessária para que as apurações sigam o rito legal sem que qualquer irregularidade seja ignorada.

Equilíbrio entre prudência e rigor jurídico

Ao analisar o estilo de atuação do ministro Edson Fachin, Ayres Britto aponta que a prudência será a marca da gestão. O ex-presidente do tribunal acredita que, no momento oportuno, Fachin deverá “chamar o feito à ordem” para garantir que a condução do processo ocorra dentro da legalidade estrita, evitando possíveis nulidades que poderiam comprometer o desfecho das investigações.

O jurista reforçou um princípio fundamental do Direito: a busca por fins legítimos deve ser acompanhada por meios igualmente legítimos. Para ele, qualquer contaminação no processo prejudica a credibilidade da instituição. “Quero crer que o ministro Fachin esteja agindo assim, com certa prudência, que é do estilo dele. Mas ele não vai botar nada para debaixo do tapete. É uma questão de dias”, avaliou.

O papel do Supremo como guardião da Constituição

Ayres Britto também trouxe ao debate a importância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, princípios que devem nortear qualquer investigação no país. Sem mencionar nomes específicos, ele ressaltou que o Supremo Tribunal Federal, como guardião da Constituição, deve ser o primeiro a dar o exemplo de observância às normas constitucionais.

O ex-ministro fez uma distinção clara entre a celeridade necessária e a precipitação. Para ele, o STF deve evitar tanto o “alongamento burocrático” que serve para ocultar fatos quanto a pressa que atropela direitos. O desafio, segundo Britto, é encontrar o meio-termo ideal, e ele acredita que Fachin é a pessoa certa para realizar esse balizamento institucional.