O programa Bolsa Família passa por uma atualização importante a partir de outubro de 2026. Com a implementação do Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro, o governo federal reajustou os valores dos benefícios com base na variação acumulada do INPC registrada entre março de 2023 e agosto de 2026. A mudança altera o cálculo das parcelas recebidas pelas famílias brasileiras.
Entenda como funciona o novo cálculo do benefício
É fundamental esclarecer que o valor de R$ 1.000,00, que tem circulado em especulações, não representa um piso fixo para todos os beneficiários. O montante final é variável e depende diretamente da composição familiar registrada no Cadastro Único (CadÚnico). O benefício mínimo, que antes era de R$ 600, passa a ser de R$ 691.
O cálculo baseia-se no Benefício de Renda de Cidadania, que agora paga R$ 164 por integrante. A partir desse valor, somam-se os adicionais específicos. Por exemplo, uma família com quatro pessoas recebe inicialmente R$ 656. Caso o grupo familiar inclua crianças ou adolescentes que se enquadrem nos critérios de adicionais, como o Benefício Primeira Infância ou o Benefício Variável Familiar, o valor total da parcela pode ultrapassar a marca dos R$ 1.000,00.
Critérios de elegibilidade e consulta
Para ter acesso ao programa, a regra principal permanece atrelada à renda per capita. A família deve possuir uma renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Para realizar o cálculo, basta somar todos os rendimentos da residência e dividir pelo número total de moradores. Estar dentro desse limite, contudo, não garante a entrada imediata, sendo obrigatório o registro e a atualização constante dos dados no Cadastro Único.
Os pagamentos referentes ao mês de outubro terão início no dia 19 e seguirão até o dia 30, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS). Os beneficiários poderão consultar os valores exatos a que têm direito a partir do dia 10 de outubro, por meio do aplicativo oficial do programa ou pelos canais de atendimento da Caixa.
Expectativa e organização financeira
A atualização dos valores reflete o compromisso de recomposição do poder de compra das famílias atendidas. É essencial que os responsáveis mantenham as informações cadastrais em dia para evitar interrupções no recebimento do benefício. O governo reforça que a seleção dos contemplados ocorre de forma automatizada, utilizando os dados do CadÚnico como base principal para a concessão dos auxílios.

