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Brasil reafirma busca por liderança feminina na ONU após desistência de Bachelet

Brasil reafirma busca por liderança feminina na ONU após desistência de Bachelet

Brasil reafirma busca por liderança feminina na ONU após desistência de Bachelet

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, reforçou nesta semana que a América Latina possui nomes femininos com plena capacidade para assumir o comando da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração oficial surge como um desdobramento direto da retirada da candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que oficializou sua desistência no último sábado (19).

Compromisso com a representatividade e o multilateralismo

A candidatura de Bachelet, que contava com o respaldo do Brasil e do México, enfrentou mudanças no cenário político chileno. Após a transição de governo no Chile, o apoio oficial ao nome da ex-presidente foi retirado, deixando a articulação política sob a responsabilidade dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum. O Itamaraty destacou o currículo extenso de Bachelet, que inclui passagens pela chefia de Estado, ministérios e cargos de alto escalão na própria ONU, como prova de que a região está preparada para liderar a entidade.

Em nota, o governo brasileiro reiterou que a escolha do próximo sucessor de António Guterres deve seguir critérios de transparência e inclusão. O Itamaraty enfatizou que o perfil buscado pelo Brasil é de alguém profundamente comprometido com os pilares da Carta da ONU: a manutenção da paz e segurança, a defesa dos direitos humanos e o desenvolvimento sustentável. Até o momento, a diplomacia brasileira não indicou um novo nome para substituir o apoio que era dado a Bachelet.

Contexto da sucessão na ONU

O mandato do atual secretário-geral, o português António Guterres, encerra-se em 31 de dezembro deste ano, após dois períodos consecutivos à frente da organização. O cargo, que atua como a principal face administrativa e diplomática da ONU, possui a responsabilidade de mediar conflitos globais e coordenar negociações internacionais, embora não disponha de poder para impor decisões unilaterais aos Estados-membros.

O Brasil defende, seguindo o princípio de rotatividade geográfica, que a América Latina seja a região responsável por indicar o próximo ocupante da cadeira. A disputa, que passa por uma recomendação do Conselho de Segurança antes da votação na Assembleia Geral, já apresenta outros nomes no radar da diplomacia internacional. Em agosto, a ex-chanceler da Guiana, Carolyn Rodrigues-Birkett, figurou como favorita em uma das rodadas de votação do Conselho, obtendo oito votos favoráveis.

Discurso de Lula em Nova York

O tema da governança global ganha contornos de urgência com a presença do presidente Lula em Nova York para o debate-geral da Assembleia Geral da ONU. A expectativa é que o mandatário brasileiro utilize seu discurso para defender o multilateralismo e criticar o cenário atual de guerras e tensões geopolíticas. Interlocutores do governo indicam que o tom do pronunciamento será polido, buscando enviar mensagens críticas sobre a soberania nacional e influências externas sem, contudo, personalizar embates com outros chefes de Estado.

A posição do Brasil segue em aberto quanto ao novo nome que receberá o apoio oficial, mantendo o foco nas negociações que buscam garantir que o próximo Secretário-Geral esteja alinhado com o direito internacional e com as demandas globais por um mundo mais equilibrado.

Perguntas frequentes

Por que Michelle Bachelet desistiu da candidatura?

A ex-presidente do Chile retirou sua candidatura após perder o apoio oficial do governo chileno, que passou por uma mudança de comando político em março deste ano.

Qual o critério do Brasil para o próximo Secretário-Geral?

O Brasil defende que o cargo seja ocupado por uma mulher da América Latina, seguindo o princípio de rotatividade, e que o nome tenha compromisso com a paz, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.

Quem é o atual secretário-geral da ONU?

O atual ocupante do cargo é o português António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2024.

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