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Deputados aprovam regras para uso compartilhado de postes e projeto retorna ao Senado

Deputados aprovam regras para uso compartilhado de postes e projeto retorna ao Senado

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que estabelece diretrizes claras para o compartilhamento de postes entre companhias de energia elétrica e operadoras de telecomunicações. O andamento legislativo busca solucionar conflitos históricos relacionados à desordem urbana e à segurança das redes aéreas nas cidades brasileiras.

Com a aprovação na Câmara dos Deputados, a matéria sofreu modificações no teor original e retorna para nova apreciação no Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial. A medida tenta equilibrar a relação comercial entre os setores elétrico e de telecomunicações, definindo claramente obrigações e limites de atuação para cada segmento envolvido na prestação de serviços essenciais.

Gestão centralizada e penalidades para ocupação irregular

A proposta legislativa determina que a responsabilidade direta pela administração e gestão dos postes pertence à concessionária de energia elétrica proprietária da estrutura física. Empresas de telecomunicações ou outras interessadas em utilizar o espaço aéreo devem formalizar contratos específicos diretamente com a titular do ativo.

Prestadoras de serviços que utilizarem os postes sem a devida formalização contratual incorrem em infração grave perante o marco regulatório. A conduta ilegal pode resultar na declaração de caducidade do serviço prestado pela empresa infratora, endurecendo o cerco contra a ocupação clandestina e desordenada das redes.

Competências divididas entre Aneel e Anatel

O texto aprovado define a atuação conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Agência Nacional de Telecomunicações na fiscalização do uso compartilhado. A regulação busca garantir harmonia técnica e financeira entre os mercados regulados.

A Agência Nacional de Energia Elétrica assume a responsabilidade por definir a parcela disponível da infraestrutura, fixar o teto de cobrança financeira para as teles e estabelecer regras de reversão de excedentes econômicos em benefício da modicidade tarifária dos consumidores.

Por sua vez, a Agência Nacional de Telecomunicações concentra esforços na definição de parâmetros técnicos complementares, na garantia de isonomia de acesso e no fomento à livre concorrência entre as prestadoras de serviços de comunicação interessadas nas estruturas.

Repercussão positiva e apoio do setor elétrico

Em nota oficial divulgada após a votação, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica manifestou apoio integral à aprovação da matéria legislativa. A entidade classificou o texto como um marco fundamental para solucionar problemas crônicos de segurança urbana.

Segundo a entidade representativa das distribuidoras, a falta de padronização anterior elevava os riscos de acidentes nas ruas e provocava interrupções frequentes no fornecimento de energia elétrica à população, gargalos que o novo regimento pretende eliminar gradualmente.