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Candidato a deputado federal viraliza com proposta de juros menores para moto de trabalho

Candidato a deputado federal viraliza com proposta de juros menores para moto de trabalho

Um vídeo publicado nas redes sociais pelo deputado estadual e candidato a deputado federal por Sergipe, Neto Batalha (PSD), viralizou ao levantar uma discussão que faz parte da rotina de milhares de trabalhadores: o acesso à motocicleta própria para trabalhar. Na publicação, ele defende uma linha especial de financiamento para a chamada “moto popular de trabalho”, com até 100% do valor financiado, sem entrada, juros de até 0,49% ao mês e prazo de até 60 meses.

A proposta é voltada principalmente para motoboys, entregadores e outros profissionais que dependem da motocicleta para gerar renda. Também contempla quem atualmente precisa alugar o veículo e trabalhadores que começam fazendo entregas de bicicleta por não terem condições de comprar a primeira moto.

“Moto não é luxo, é ferramenta de trabalho. Tem muita gente que trabalha todos os dias, mas precisa alugar uma moto ou começa de bicicleta porque não consegue comprar a sua. O que defendemos é uma condição de financiamento que caiba no bolso desse trabalhador e permita que ele tenha o próprio instrumento de trabalho”, afirma Neto Batalha.

A discussão levantada pelo sergipano encontra paralelo em uma política que já funciona em âmbito nacional. O Move Brasil Entregadores e MotoApp oferece financiamento de até 100% para aquisição de veículos novos utilizados profissionalmente. Na Caixa Econômica Federal, as taxas para a modalidade são de 0,97% ao mês para homens e 0,90% para mulheres, com prazo de até 48 meses.

A condição defendida por Neto prevê uma taxa mensal de 0,49%, aproximadamente metade daquela atualmente praticada pela Caixa no programa, além de ampliar o período de pagamento para até 60 meses.

O programa federal também estabelece requisitos para trabalhadores de plataformas, como pelo menos seis meses de cadastro e um mínimo de 100 corridas ou entregas. Mesmo atendendo às exigências, a concessão do financiamento continua sujeita à análise de crédito.

A proposta apresentada por Neto coloca no debate uma alternativa para ampliar o acesso à motocicleta própria, especialmente entre trabalhadores que ainda enfrentam dificuldades para reunir o valor de entrada ou assumir as condições disponíveis no mercado.

A discussão agora envolve como uma linha com juros de até 0,49% poderia ser estruturada e quais mecanismos seriam necessários para viabilizar o financiamento nessas condições.