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Conselho Nacional de Justiça firma acordo com a B3 e cartórios para criar sistema de gestão de precatórios

Conselho Nacional de Justiça firma acordo com a B3 e cartórios para criar sistema de gestão de precatórios

O Conselho Nacional de Justiça firmou parcerias estratégicas com representantes da B3, operadores do mercado financeiro e cartórios com o objetivo de desenvolver um sistema integrado de gestão e acompanhamento de precatórios em todo o território nacional. A assinatura dos acordos ocorreu na tarde de terça-feira e marca um novo passo na modernização e no controle dos ativos financeiros ligados ao Poder Judiciário.

A iniciativa conjunta busca estabelecer uma ferramenta tecnológica capaz de unificar os órgãos responsáveis pelo registro de ativos financeiros decorrentes de operações com precatórios. Dessa forma, será possível assegurar o rastreio rigoroso dos créditos ao longo de toda a sua cadeia de titularidade, garantindo maior transparência e segurança jurídica para os envolvidos nas transações.

Integração tecnológica com o Sispreq

O novo projeto tecnológico tem como diretriz fundamental conectar a nova base de dados ao Sispreq, o Sistema Nacional de Precatórios e Requisições de Pequeno Valor que já foi desenvolvido pelo Judiciário e encontra-se em funcionamento em diversos tribunais brasileiros.

Além da bolsa de valores do Brasil, o acordo conta com a participação de instituições de relevância no setor financeiro e registral, como a Cerc, a Núclea e o Colégio Notarial do Brasil. A união de esforços justifica-se pela necessidade premente de aprimorar os instrumentos digitais voltados ao processamento, acompanhamento e padronização das requisições de pequeno valor e dos precatórios.

Novas regras para o mercado secundário

A medida implementada pelo CNJ reflete um esforço contínuo para intensificar a regulamentação do setor e endurecer as exigências aplicadas à cessão de créditos. Recentemente, o órgão apresentou diretrizes voltadas à comercialização desses títulos, estipulando a obrigatoriedade de escritura pública em cartório para a formalização das transferências.

O tema tem recebido atenção redobrada do Judiciário em razão dos riscos associados a fraudes e das complexidades inerentes à fiscalização do mercado secundário. A lentidão histórica dos governos na quitação de débitos judiciais frequentemente impulsiona credores em situação de vulnerabilidade a negociarem seus direitos de recebimento, cenário que demanda maior rigidez regulatória e proteção institucional.