Cobrança na CNRD
O Cruzeiro acionou o Santos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF devido a uma pendência financeira relacionada à compra do zagueiro Zé Ivaldo. O atleta, que atualmente está emprestado ao Remo, foi contratado pelo clube paulista em definitivo com vínculo até 2028.
A transação, avaliada em US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5 milhões na cotação atual), não teve os pagamentos honrados pelo Alvinegro Praiano, o que motivou a denúncia por parte da gestão mineira. Apesar do imbróglio jurídico, fontes indicam que a relação institucional entre as duas agremiações permanece preservada.
Impacto no planejamento do elenco
A ação judicial movida pelo Cruzeiro não possui relação direta com o futuro do atacante Gabigol, que defende o Santos por empréstimo. O jogador, que se tornou o artilheiro isolado da equipe na temporada, é visto como peça fundamental nos planos da diretoria santista para o ano de 2027.
Após um período em 2025 atuando como reserva de Kaio Jorge, o centroavante recuperou seu protagonismo ao retornar ao clube. Em 42 partidas disputadas no ano, o camisa 9 acumulou números expressivos, com 21 gols marcados e 10 assistências distribuídas, consolidando sua importância técnica no elenco.
Posicionamento de Pedro Lourenço
O empresário Pedro Lourenço, dono de 90% das ações da SAF do Cruzeiro, comentou sobre o cenário atual durante um evento oficial em Minas Gerais na última terça-feira (29). O dirigente reforçou que qualquer definição sobre a permanência ou retorno do atacante só será discutida após o encerramento do Campeonato Brasileiro.
“Ele está emprestado ao Santos. A gente só pode conversar sobre o futuro, se fica ou se vai, após ele retornar. Não tivemos nenhuma conversa com o Santos até o momento”, afirmou o empresário. Lourenço destacou que o foco atual é aguardar o desfecho da competição nacional para avaliar os próximos passos do planejamento esportivo.

