Deputados federais de Sergipe exibem forte divisão na votação da PEC da Blindagem. Veja como cada parlamentar votou e o impacto para o Estado.
A Câmara dos Deputados aprovou em ambos os turnos a PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, que altera regras de processos criminais e prisões contra parlamentares. A proposta exige autorização prévia da Casa Legislativa para abertura de ação penal contra deputados ou senadores, entre outras mudanças nas prerrogativas.
Dos oito deputados federais de Sergipe, três votaram a favor, três votaram contra e dois não estavam presentes ou se abstiveram. A seguir, o panorama completo:
Como votaram os deputados federais de Sergipe
| Deputado | Partido | Voto na PEC da Blindagem |
|---|---|---|
| Rodrigo Valadares (União Brasil) | União Brasil | Sim |
| Thiago de Joaldo (PP) | PP | Sim |
| Gustinho Ribeiro (Republicanos) | Republicanos | Sim |
| Fábio Reis (PSD) | PSD | Não |
| João Daniel (PT) | PT | Não |
| Delegada Katarina (PSD) | PSD | Não |
| Ícaro de Valmir (PL) | PL | Não votou / Absteve |
| Yandra Moura (União Brasil) | União Brasil | Não votou / Absteve |
Contexto e implicações
A PEC da Blindagem altera a Constituição para que qualquer ação penal contra parlamentar — deputado ou senador — somente possa ser aberta com autorização da respectiva Casa Legislativa, em votação secreta e por maioria absoluta.
Também inclui foro privilegiado para presidentes de partidos com assento no Congresso.
A proposta foi aprovada em dois turnos: no primeiro turno por 353 votos a favor, 134 contrários e uma abstenção; no segundo turno por 344 votos favoráveis e 133 contrários.
Leitura política da bancada sergipana
A divisão entre os representantes de Sergipe mostra-se clara:
Sim: Rodrigo Valadares, Thiago de Joaldo e Gustinho Ribeiro escolheram votar a favor, alinhando-se com a corrente que defende a blindagem como forma de reforçar garantias de mandato e prerrogativas parlamentares.
Não: Fábio Reis, João Daniel e Delegada Katarina se posicionaram contra, argumentando que a PEC abre espaço para impunidade, comprometimento do controle institucional e fragiliza mecanismos de accountability.
Abstenções ou ausências: Ícaro de Valmir e Yandra Moura não participaram (ou se abstiveram), demonstrando possível cautela ou desconforto político diante da polarização da matéria.
Esse resultado reflete tensões nacionais sobre a PEC, com debates intensos acerca do equilíbrio entre prerrogativas parlamentares e o dever de responsabilização. Para Sergipe, evidencia-se que não há unidade partidária ou regional clara sobre o tema.
Próximos passos da PEC
A proposta segue para análise no Senado Federal, onde enfrentará resistências, especialmente em comissões como a CCJ.
É provável que haja destaques ou ajustes durante tramitação, dada a magnitude da proposta para o funcionamento do Congresso e para o sistema de freios e contrapesos.
A opinião pública e entidades do setor jurídico prometem acompanhar com atenção, especialmente no que se refere às garantias democráticas e ao combate à corrupção.
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