Disputa acirrada pelas vagas no Senado
A corrida eleitoral para as duas vagas de Sergipe no Senado Federal atinge seu momento decisivo. Dos 10 candidatos que pleiteiam os cargos, cinco nomes aparecem tecnicamente empatados na reta final da campanha, configurando um cenário de incertezas e alta competitividade. O grupo, formado por Rogério Carvalho (PT), delegado André David (Republicanos), André Moura (União), Eduardo Amorim (Republicanos) e Alessandro Vieira (MDB), concentra as atenções dos eleitores e analistas políticos.
A história recente das eleições sergipanas, contudo, serve como alerta contra qualquer prognóstico precipitado. Em 2018, o senador Alessandro Vieira protagonizou uma das maiores surpresas do pleito ao vencer nomes tradicionais da política local, superando ex-governadores e favoritos. A expectativa de especialistas aponta para uma divisão de forças, onde a base governista poderia conquistar uma das cadeiras, deixando a outra para a oposição, o que intensifica a pressão sobre os principais postulantes até o próximo domingo.
Tensões e trocas de farpas na coligação governista
O ambiente político em Sergipe tem sido marcado por um clima de instabilidade, especialmente dentro da coligação governista. O senador Alessandro Vieira (MDB) tem adotado uma postura crítica contundente contra seus próprios aliados, como André Moura (União) e Rogério Carvalho (PT). Vieira trouxe à tona processos judiciais enfrentados por Moura e questionou a conduta de Carvalho, citando votações polêmicas no Senado, como a manutenção do orçamento secreto e a posição contrária ao fim das saídas temporárias em presídios.
Justiça Eleitoral atua em casos de irregularidades
A Justiça Eleitoral tem mantido vigilância rigorosa sobre o processo. Recentemente, determinou a suspensão do perfil no Instagram do ex-prefeito de Capela, Manoel Sukita (PT), devido à realização de campanha eleitoral, prática vedada visto que o político está com os direitos políticos suspensos por condenação de improbidade administrativa. A decisão estabeleceu multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento pela plataforma.
Além disso, o Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) esclareceu que não haverá decretação de Lei Seca no estado para o dia da votação. A decisão segue a autonomia dos tribunais regionais, conforme diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral. Apesar da liberação, a recomendação é de que o consumo de álcool seja moderado, especialmente nas proximidades dos locais de votação, para evitar transtornos que possam interferir na ordem pública.
Movimentações e desistências na reta final
O cenário para o governo do estado também sofreu alterações significativas com a desistência de candidaturas. Ricardo Marques (PL), após ter sua candidatura cassada, declarou apoio a Valmir de Francisquinho (Republicanos), movimento que gerou críticas internas em seu partido. De forma semelhante, o candidato a governador Emanuel Cacho (PSDB) também retirou sua candidatura, optando por alinhar-se à campanha de Francisquinho após a renúncia de sua vice, Suely Barreto.
Enquanto as articulações políticas avançam, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, cumpre agenda em Aracaju. A ministra participou de carreatas e visitou espaços culturais como o Centro de Criatividade e o Espaço Gonzagão, reforçando o debate sobre políticas públicas para o setor cultural. A expectativa agora recai sobre o comportamento do eleitorado no domingo, com a Polícia Federal monitorando possíveis crimes eleitorais, como a compra de votos, prática que continua sendo alvo de fiscalização severa em todo o estado.

