Ação no TSE aponta suposta articulação internacional
A coligação que apoia o presidente Lula (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL). A petição alega uma suposta interferência estrangeira nas eleições brasileiras, com o objetivo de favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro ao pleito.
Segundo a representação, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam articulado apoio junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. A peça jurídica sustenta a existência de uma infraestrutura de intervenção externa organizada em três frentes: comunicacional, institucional e diplomática.
Eduardo Bolsonaro e a rede de influência
A campanha petista aponta Eduardo Bolsonaro como o principal elo entre a operação de desinformação, círculos internacionais de direita e instrumentos de pressão diplomática e econômica contra autoridades brasileiras. A acusação formal elenca as práticas como abuso de poder político, econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
O foco central da investigação solicitada pelos advogados do PT é esclarecer se houve utilização de recursos ou estruturas estrangeiras para financiar ou apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. A coligação busca identificar eventuais vínculos com a Rockbridge Network, organização americana voltada ao financiamento de campanhas conservadoras.
Pedidos de investigação e produção de provas
Para fundamentar as acusações, a coligação solicitou ao TSE uma ampla produção de provas. Entre os pedidos estão a requisição de documentos ao Itamaraty, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e à Polícia Federal. A ação também requer a quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
A campanha de Lula solicita ainda que plataformas digitais, como Google, Meta e X, preservem e forneçam dados sobre publicações, alcance e formas de impulsionamento pago. O objetivo é mapear se houve financiamento externo irregular no processo eleitoral brasileiro.
Entre as oitivas solicitadas pela acusação estão os depoimentos do empresário Tallis Gomes, que se declara integrante da Rockbridge Network, do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e de Renan Santos (Missão). O caso tramita sob o número 0602222-72.2026.6.00.0000 e está sob a relatoria do corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

