O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, estabeleceu um prazo de trinta minutos para que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia apresente informações detalhadas e posicionamento oficial sobre a paralisação de frotas de transporte coletivo registrada em diferentes municípios baianos durante o segundo turno do pleito.
A medida ocorre em meio a análises sobre a demanda apresentada por legendas políticas para a extensão do período de votação em zonas afetadas por falhas na circulação de coletivos. A intervenção da mais alta corte eleitoral do país busca dimensionar o impacto real do problema logístico sobre o acesso dos eleitores aos locais de votação.
Averiguação de frota e manifestação ministerial
Além da cobrança direta direcionada ao órgão regional na Bahia, a determinação incluiu o acionamento da Procuradoria-Geral Eleitoral para emissão de parecer sobre o caso. Órgãos de apoio técnico e institucional também foram mobilizados para monitorar de perto a situação do transporte urbano em centros estratégicos como Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
Relatos colhidos durante a cobertura jornalística apontaram veículos parados em garagens enquanto passageiros aguardavam transporte. Esse cenário de restrição na mobilidade urbana motivou questionamentos jurídicos urgentes sobre eventuais prejuízos à participação popular no pleito.
Análise de precedentes e viabilidade operacional
Para fundamentar os próximos passos da decisão, a presidência da corte relembrou diretrizes adotadas em disputas eleitorais anteriores, a exemplo de entendimento firmado por ministros em pleitos passados sobre pedidos semelhantes de extensão de horário.
Enquanto representantes partidários sustentam que o cenário atual difere de ocorrências passadas, a corte enfatiza a exigência de dados concretos sobre o alcance do impedimento no sistema de transporte e a real viabilidade técnica para prolongar o funcionamento das seções eleitorais.

