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Partido aciona TSE contra perfis estrangeiros por propaganda paga para Flávio Bolsonaro

Partido aciona TSE contra perfis estrangeiros por propaganda paga para Flávio Bolsonaro

Partido aciona TSE contra perfis estrangeiros por propaganda paga para Flávio Bolsonaro

O Partido Missão e o candidato à presidência Renan Santos protocolaram nesta quarta-feira (23/9) uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando a veiculação de conteúdos pagos em perfis estrangeiros da rede social X. A petição aponta que as publicações favorecem a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e utilizam dados da plataforma americana de apostas Polymarket, que está atualmente bloqueada no Brasil.

A legenda solicita que a plataforma X remova as postagens e bloqueie novos anúncios da empresa de apostas voltados ao público brasileiro. O caso, que tramita sob o número 0602215-80.2026.6.00.0000, levanta preocupações sobre a possível interferência de capital e agentes estrangeiros no processo eleitoral nacional.

Alegações de interferência e financiamento externo

Na ação, o Partido Missão argumenta que a contratação de parcerias pagas por uma entidade estrangeira viola a legislação eleitoral brasileira. Segundo o artigo 24 da Lei nº 9.504/1997, é vedado a partidos e candidatos receberem recursos financeiros de fontes estrangeiras. A defesa do candidato Renan Santos sustenta que o uso de capital externo para impulsionar conteúdos eleitorais fere a soberania do pleito.

O documento cita relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) que teriam alertado anteriormente sobre riscos de interferência de grupos dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A estratégia, segundo a petição, consistiria em utilizar perfis de grande alcance ligados ao espectro político da extrema-direita e ao trumpismo para disseminar estimativas favoráveis ao candidato do PL.

Violações às normas de propaganda eleitoral

Além da questão do financiamento, a ação aponta que a veiculação dessas peças publicitárias desrespeita resoluções do TSE. O partido argumenta que, mesmo que os posts sejam classificados como publicidade comercial, o caráter eleitoreiro das mensagens atrairia as vedações previstas na Resolução TSE nº 23.610/2019. A norma proíbe a monetização de propaganda eleitoral por pessoas naturais e restringe o impulsionamento de conteúdo a contas oficiais de coligações e candidatos.

A petição destaca ainda que perfis como o “VISEGRAD 24” e o “UHN PLUS” seriam pessoas jurídicas, o que, pelas regras eleitorais vigentes, impede a veiculação de propaganda de candidatos em suas páginas. Adicionalmente, o TSE veda a realização de apostas preditivas sobre o resultado das eleições, conforme a Resolução 23.735/2024.

Contexto das medidas contra a Polymarket

A movimentação jurídica ocorre em um cenário de maior rigor dos órgãos federais contra a plataforma de apostas. Recentemente, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, e a Advocacia-Geral da União (AGU) adotaram medidas que resultaram na retirada do ar do perfil da Polymarket no Instagram. A empresa, que não retornou aos contatos da reportagem, é o pivô da controvérsia por divulgar dados que colocam Flávio Bolsonaro à frente na corrida presidencial.

O TSE deve analisar o pedido de liminar para a exclusão imediata das publicações e o bloqueio do acesso a anúncios da Polymarket no Brasil. Até o momento, a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre as acusações contidas na petição.

Perguntas frequentes

O que o Partido Missão pede ao TSE?

O partido solicita a remoção imediata das publicações, o bloqueio de anúncios da Polymarket no Brasil e o reconhecimento da ilegalidade de propaganda eleitoral remunerada por terceiros estrangeiros.

Por que a Polymarket é citada na ação?

A plataforma é apontada como a responsável por contratar parcerias pagas com perfis estrangeiros para divulgar apostas favoráveis a Flávio Bolsonaro, o que violaria leis sobre financiamento externo e propaganda eleitoral.

Qual é a situação da Polymarket no Brasil?

A plataforma está bloqueada no país, e perfis associados à empresa em redes sociais têm sido alvo de medidas por parte do governo federal e da Justiça Eleitoral.