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PSD recorre ao STF para exigir segundo turno nas eleições do Rio de Janeiro

PSD recorre ao STF para exigir segundo turno nas eleições do Rio de Janeiro

PSD recorre ao STF para exigir segundo turno nas eleições do Rio de Janeiro

O Partido Social Democrático (PSD) protocolou uma nova petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de forçar a realização de um segundo turno na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. A legenda contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos votos recebidos pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos), o que alterou o resultado final do pleito.

Impacto da retotalização e a eleição de Douglas Ruas

Após a exclusão dos votos atribuídos a Garotinho, que concorreu sub judice, a Justiça Eleitoral realizou uma retotalização e confirmou a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos. O candidato do PSD, Eduardo Paes, que ocupava a segunda posição, terminou o pleito com 44,16%.

O partido alega que, caso os votos destinados a Garotinho fossem contabilizados para fins de cálculo de quociente eleitoral, a disputa teria atingido o patamar necessário para levar a eleição ao segundo turno entre Ruas e Paes. A sigla busca, portanto, a suspensão dos efeitos da decisão que retirou esses votos da base de cálculo.

Argumentos jurídicos sobre a soberania popular

Na petição enviada à Corte, o PSD defende que o STF deve estabelecer uma interpretação constitucional sobre a contagem de votos. Segundo o partido, a base de cálculo para a definição de um segundo turno deve incluir todos os votos depositados nas urnas no dia da eleição, independentemente de o candidato ter tido sua candidatura indeferida posteriormente.

O partido argumenta que a anulação superveniente de uma candidatura não deve apagar a manifestação política do eleitor. Conforme o documento, a anulação produz efeitos sobre o candidato e o partido, mas não deveria prejudicar a soberania popular nem alterar a regra de cálculo para a realização de um novo turno de votação.

Segurança jurídica e o caso sub judice

O PSD sustenta que a decisão do TSE violou princípios fundamentais, como a segurança jurídica e a soberania do voto. O partido destaca que os 274.411 eleitores que votaram em Garotinho fizeram uma escolha consciente, mesmo cientes de que o candidato estava sob análise judicial. Para a legenda, o fato de o eleitor ter optado por um candidato que constava na urna eletrônica é o elemento central que deve ser considerado.

A discussão jurídica está sendo travada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1362. O processo aguarda a distribuição para um relator, que deverá analisar o pedido liminar do partido para reverter o cenário atual da disputa eleitoral fluminense.