Questionamentos sobre o foco das apurações
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, manifestou-se publicamente sobre as recentes investigações que envolvem a administração municipal. Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, na Rádio Fan FM, nesta terça-feira (22), a gestora defendeu a atuação das instituições de segurança, mas levantou dúvidas sobre a abrangência e o timing das operações em curso na capital sergipana.
Durante a entrevista, a prefeita enfatizou que não se opõe ao trabalho investigativo, desde que este siga um rito completo e transparente. No entanto, ela apontou para o que considera uma possível seletividade no cenário político atual. “Sou a favor das investigações, sou a favor do início, do meio e da conclusão. Agora, vale questionar: somente Aracaju está sendo investigada? São 75 municípios e somente a capital sob esse foco, justamente em período eleitoral”, indagou.
Defesa de critérios isonômicos
Ao abordar a necessidade de imparcialidade, Emília Corrêa criticou a existência de “dois pesos e duas medidas” na condução de apurações no estado. A gestora utilizou como exemplo informações veiculadas pela imprensa nacional sobre contratos do Governo do Estado, questionando se o mesmo rigor aplicado à prefeitura estaria sendo direcionado a outras esferas administrativas.
“Recentemente, a Folha de S.Paulo trouxe que existe contrato no governo do Estado, na Casa Civil, que passou por um aumento de volume para R$ 70 milhões. Isso está sendo investigado? Não sei. O que não podemos aceitar é a aplicação de medidas distintas”, afirmou a prefeita. O conteúdo da reportagem citada pode ser consultado diretamente no portal Folha de S.Paulo.
Posicionamento sobre as forças de segurança
Apesar das críticas ao direcionamento das investigações, a prefeita fez questão de ressaltar o respeito que mantém pelas instituições policiais. Ela destacou que o seu questionamento é um exercício democrático de fiscalização e transparência, e não um ataque ao trabalho técnico das forças de segurança estaduais.
“A nossa polícia, como o governador gosta de se referir, essa eu respeito”, pontuou. A fala de Emília Corrêa reforça a expectativa de que os processos investigativos mantenham a neutralidade e a equidade, independentemente do ente federativo ou do período político em que as apurações ocorrem.

