Alívio na tarifa de energia elétrica
Os consumidores brasileiros terão um alívio no orçamento doméstico a partir de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na última sexta-feira (25), que a bandeira tarifária voltará a ser a verde. A mudança encerra um ciclo de cinco meses em que a bandeira amarela esteve em vigor nas contas de luz de todo o país.
Com a implementação da bandeira verde, a cobrança adicional que vinha sendo aplicada sobre o consumo de energia elétrica é suspensa. A medida reflete uma melhora nas condições de geração de energia no sistema elétrico nacional, permitindo que os consumidores paguem apenas pelo consumo efetivo, sem taxas extras por cada 100 quilowatts-hora (kWh) utilizados.
Melhora nos reservatórios e chuvas
A decisão da agência reguladora está diretamente ligada ao cenário climático recente. O aumento do volume de chuvas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, foi determinante para a recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras.
Com os reservatórios em níveis mais confortáveis, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduz a necessidade de acionar as usinas termelétricas. Como a geração de energia por meio de termelétricas possui um custo operacional muito mais elevado, o uso dessas unidades costuma pressionar o valor final da conta de luz para o consumidor.
Entenda o sistema de bandeiras
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia no Brasil. Quando as condições de produção são favoráveis, a bandeira verde é acionada, o que significa que não há custo extra.
Nos meses anteriores, sob a bandeira amarela, os consumidores pagavam um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Além da bandeira amarela, o sistema da Aneel ainda prevê a bandeira vermelha, que possui dois patamares: o primeiro com custo adicional de R$ 4,46 e o segundo, mais oneroso, com cobrança de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

