A relação entre o ser humano e os ecossistemas costeiros ganha visibilidade por meio de uma iniciativa artística que retrata a rotina de quem depende dos manguezais para garantir o sustento diário. A mostra visual coloca em evidência histórias de trabalho, resistência e a convivência intrínseca com os mangues, permitindo ao público urbano um contato mais próximo com realidades muitas vezes distantes dos grandes centros.
O projeto artístico é assinado pelo profissional das lentes Sílvio Rocha, que dedicou dias de imersão para acompanhar de perto a rotina dos trabalhadores. As imagens capturadas buscam documentar não apenas o esforço físico envolvido na cata, mas também a delicada harmonia entre a sobrevivência humana e a conservação ambiental desses habitats fundamentais para a biodiversidade local.
Trajetória e experiência na comunicação
Com uma carreira consolidada na área visual que teve início na adolescência, o autor da obra acumula passagens expressivas por diversos veículos de imprensa e órgãos públicos regionais e nacionais. Sua trajetória engloba a cobertura jornalística diária e a publicação de registros em importantes periódicos e revistas de circulação nacional, construindo um repertório visual diversificado ao longo das décadas.
Além da atuação marcante na imprensa escrita e institucional, a experiência acumulada no fotojornalismo abriu caminhos para a transmissão de conhecimento a novas gerações de criadores de imagem. O autor também transita por outras frentes artísticas, exercendo atividades ligadas à música e à docência em instituições culturais da região.
Espaço de visitação e conscientização
A exibição das obras ocorre nas instalações do Museu Aberto da Tartaruga Marinha, vinculado à Fundação Projeto Tamar, localizado na capital sergipana. A escolha do local reforça a proposta educativa da iniciativa, unindo a arte fotográfica à reflexão ecológica sobre a importância de proteger os manguezais e as espécies que habitam o litoral.
O acesso ao público permanece aberto conforme a programação divulgada pelas instituições realizadoras, oferecendo aos visitantes uma oportunidade única de reflexão através de quadros que dialogam diretamente com a identidade e a economia tradicional da região costeira.

