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Fachin defende transparência em precatórios após investigações sobre Banco Master

Fachin defende transparência em precatórios após investigações sobre Banco Master

Fachin defende transparência em precatórios após investigações sobre Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, reforçou nesta terça-feira (29) a urgência de garantir maior segurança, transparência e rastreabilidade ao mercado de precatórios. O posicionamento ocorre em um momento em que o sistema de pagamentos de dívidas judiciais de entes públicos está sob escrutínio devido a suspeitas de irregularidades envolvendo o extinto Banco Master.

Os precatórios são obrigações financeiras que governos — seja da União, estados ou municípios — devem quitar após condenações judiciais definitivas, sem possibilidade de novos recursos. A declaração de Fachin destaca o papel do Judiciário na fiscalização de um setor que movimenta cifras bilionárias e que tem sido alvo de apurações recentes, como a Operação Compliance Zero.

Investigações e conexões políticas

O foco das atenções recai sobre mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros indicam uma suposta proximidade entre o ministro Kassio Nunes Marques e o desembargador Newton Reis, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além da companheira deste, Camila Ramos. Nas conversas, Vorcaro menciona o grupo como “turma do KN”, em alusão a Nunes Marques.

As investigações apontam que Camila Ramos firmou contrato para receber honorários advocatícios em processos de precatórios de usinas, ativos que haviam sido adquiridos pelo Banco Master. Há suspeitas de que o desembargador Newton Reis tenha proferido votos favoráveis aos interesses da companheira e da instituição financeira envolvida.

Cancelamento de pagamentos bilionários

O rigor na fiscalização dos precatórios já resultou em medidas concretas. Há uma semana, o corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, ordenou o cancelamento do pagamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios do setor sucroalcooleiro. O montante, que deveria ser devolvido à Conta Única do Tesouro Nacional, estava vinculado a 16 precatórios de três usinas citadas no celular de Vorcaro como ativos a receber.

Nesta segunda-feira (28), a Advocacia-Geral da União (AGU) obteve uma nova decisão junto ao CNJ. O órgão determinou o cancelamento de outros precatórios do setor sucroalcooleiro, emitidos de forma irregular, o que deve resultar na restituição de aproximadamente R$ 2,36 bilhões aos cofres públicos.

“Queremos conferir e o objetivo é muito simples, direto e importante: segurança, transparência e, ainda mais importante, rastreabilidade a um mercado que movimenta direitos”, afirmou Fachin, enfatizando que as instituições devem atuar com o propósito de servir ao interesse público.

Perguntas frequentes

O que são precatórios?

São dívidas que governos são obrigados a pagar após perderem uma ação na Justiça de forma definitiva, sem possibilidade de recurso.

Por que o CNJ cancelou pagamentos?

O cancelamento ocorreu após a identificação de irregularidades na emissão de precatórios do setor sucroalcooleiro, que estavam sob investigação na Operação Compliance Zero.

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