O primeiro turno das eleições 2026, ocorrido no domingo (4), consolidou um cenário de dificuldades para personalidades da mídia que buscaram migrar para a política. Em Sergipe e em todo o território nacional, a aposta na fama não garantiu o sucesso nas urnas para a maioria dos candidatos oriundos do entretenimento, esporte e comunicação.
Segundo a redação do Imprensa 24h, o eleitorado demonstrou maior resistência a nomes conhecidos apenas pela exposição mediática. Esse fenômeno impactou diretamente as notícias de Sergipe, onde diversos comunicadores e familiares de artistas não conseguiram atingir o quociente eleitoral necessário para ocupar cadeiras na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa.
Desempenho de comunicadores e artistas nas urnas de Sergipe
Na disputa por uma vaga federal, a jornalista Susane Vidal (Republicanos) obteve 24.201 votos, mas não foi eleita. O apresentador Cláudio Luis (Avante) registrou 3.676 votos, enquanto Fiote (PP), pai do cantor Natanzinho Lima, somou 8.488 votos. Outras informações de Aracaju e do interior indicam votações ainda menores para nomes como Welington Camargo (PL), com 596 votos, e Andréa Coração Valente (PP), que teve 233 votos.
Para a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o repórter Marcos Couto (Avante) alcançou 2.032 votos, insuficiente para garantir o mandato. A influenciadora Gaguinha de Ilhéus (Avante) também não obteve êxito, contabilizando apenas 223 votos no estado. Esses resultados refletem uma tendência observada nas últimas notícias em Sergipe sobre a renovação dos quadros políticos locais.
A barreira do quociente eleitoral foi um dos principais obstáculos para esses candidatos. Esse sistema exige que o partido ou federação atinja um número mínimo de votos para conquistar uma vaga, o que muitas vezes prejudica nomes isolados que possuem popularidade, mas carecem de uma base partidária sólida. O eleitor de 2026 parece ter priorizado propostas mais estruturadas em detrimento do carisma televisivo.
Figuras nacionais da televisão e música amargam suplência
Fora das fronteiras sergipanas, o cenário nacional seguiu a mesma lógica de poucas vitórias para os famosos. Nomes consolidados do jornalismo, como Rachel Sheherazade (PSD) e José Luiz Datena (PSB), não conseguiram se eleger. O mesmo ocorreu com os apresentadores Geraldo Luís (Avante) e Silvia Abravanel (PSD), que não atingiram a votação mínima necessária.
No campo do humor e da música, o ex-deputado Tiririca (PL) não conseguiu retornar ao cargo pelo Ceará. Candidaturas virais, como as de Manoel Gomes (Avante) e Inês Brasil (PSB), também não avançaram. Entre as raras exceções de sucesso estão o ator Thiago Gagliasso (PL), eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Thammy Miranda (PSD), eleito deputado estadual em São Paulo.
Ex-atletas e técnicos de futebol ficam sem mandato em 2026
O mundo dos esportes também não obteve o retorno esperado nas urnas. O ex-técnico Vanderlei Luxemburgo (Podemos) tentou uma vaga no Senado por Tocantins, mas sua candidatura não prosperou. Ex-jogadores de futebol renomados, como Edmundo (PSDB) e Luís Fabiano (MDB), também ficaram de fora da lista de eleitos para o legislativo.
Até mesmo medalhistas olímpicos enfrentaram dificuldades, como foi o caso de Sarah Menezes (MDB), que não garantiu uma cadeira. Esse movimento de retração dos candidatos de fora da política marca uma mudança significativa em relação a pleitos anteriores, quando a fama era quase um passaporte garantido para o poder.
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