As eleições de 2026 foram marcadas por um recorde histórico de participação popular, mas a fama consolidada nas redes sociais e na televisão não foi garantia de sucesso nas urnas. No último domingo (4), diversos influenciadores digitais e apresentadores conhecidos amargaram derrotas expressivas ao tentarem vagas na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas, segundo apuração da redação do Imprensa 24h.
O fenômeno das candidaturas de celebridades, que costuma atrair atenção midiática, enfrentou resistência do eleitorado em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. Para quem busca as últimas notícias em Sergipe e no Brasil, o cenário político mostra que a conversão de seguidores em votos reais exige mais do que popularidade digital, conforme analisado por especialistas em notícias de Aracaju.
Desempenho de apresentadoras e jornalistas em São Paulo
Em São Paulo, nomes de peso da televisão brasileira não conseguiram atingir o quociente eleitoral necessário. Silvia Abravanel, apresentadora do SBT e filha de Silvio Santos, estreou na política pelo PSD, mas encerrou a apuração com 22.472 votos, insuficiente para uma vaga de deputada federal. O resultado surpreendeu parte do público que acompanhava sua trajetória nas telas.
A jornalista Rachel Sheherazade, também candidata a deputada federal pelo PSD, somou 22.453 votos e não foi eleita. Outro nome conhecido do entretenimento, o apresentador Geraldo Luís, que disputou pelo Avante, registrou 10.176 votos. A baixa adesão a esses perfis reflete uma mudança no comportamento do eleitor paulista, que priorizou outras frentes políticas nesta rodada.
Influenciadores digitais e a barreira das urnas no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a influenciadora Sarah Poncio tentou uma vaga na Câmara Federal pelo Solidariedade. Apesar de sua enorme base de fãs, ela obteve 20.474 votos (0,23%) e ficou apenas como suplente. Sua campanha foi uma das mais comentadas nas redes sociais, mas não conseguiu furar a bolha do engajamento digital para se transformar em mandato legislativo.
A icônica Inês Brasil, famosa por seus memes e vídeos virais, também não obteve sucesso em sua estreia eleitoral. Candidata a deputada estadual pelo PSB, ela recebeu 3.145 votos e terminou o pleito como suplente. Já a ex-paquita Andreia Sorvetão, que concorreu pelo Democracia Cristã, somou apenas 2.529 votos, ficando longe de uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio.
Figuras do entretenimento e o desafio da representatividade política
Outros nomes do entretenimento também enfrentaram dificuldades. A apresentadora Carla Prata, do União Brasil, recebeu apenas 409 votos para deputada estadual em São Paulo. No mesmo estado, Marquito, conhecido ajudante de palco do Programa do Ratinho, obteve 1.596 votos pelo PSD, um desempenho abaixo do esperado para quem já possui exposição nacional recorrente.
Esses resultados reforçam a tese de que o eleitorado está mais criterioso com candidaturas baseadas exclusivamente em fama. Para mais informações de Aracaju e análises detalhadas sobre o cenário político nacional, continue acompanhando a cobertura completa no portal G1 e as notícias de Sergipe aqui no Imprensa 24h.
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