Quase trinta anos após a trágica morte da princesa Diana em Paris, o Rei Charles III continua a enfrentar o peso de uma memória que insiste em assombrar seu reinado. Recentemente, novas revelações feitas por Charles Spencer, irmão da falecida princesa, reacenderam debates sobre o comportamento do monarca durante o conturbado período que sucedeu o falecimento de Lady Di, trazendo à tona tensões que muitos acreditavam estarem superadas.
Tensões familiares e revelações sobre o luto
Charles Spencer, em seu livro O Canto do Cisne: Diana, Minha Irmã, descreve um cenário de hostilidade e falta de empatia por parte do então Príncipe de Gales. Segundo o conde, Charles teria sugerido, em uma conversa telefônica, que a família deveria “se esquecer logo” de Diana. Mais grave ainda, Spencer afirma que o atual rei teria demonstrado um alívio inoportuno com a morte da ex-esposa, que, na visão do monarca, impedia seus planos de oficializar a união com Camilla, hoje rainha consorte.
A resposta do Palácio de Buckingham foi rápida e contundente, rompendo a tradicional postura de silêncio da monarquia britânica. Em nota oficial, a instituição afirmou que “Sua Majestade tem consciência de que a dor do luto fraterno pode anuviar a razão, afetar o julgamento e tingir a memória”, desqualificando as alegações de Spencer como fruto de um trauma emocional.
O conflito sobre o cortejo fúnebre
As divergências entre os dois homens remontam aos dias que antecederam o funeral de Diana. Spencer relata que houve um forte embate sobre a participação dos jovens príncipes William e Harry, então com 15 e 12 anos, no cortejo fúnebre. Na época, a presença dos filhos foi interpretada por observadores como uma estratégia de Charles para se proteger da ira pública, utilizando os jovens como um “escudo” contra possíveis vaias ou manifestações de hostilidade de uma multidão que o considerava responsável pela infelicidade de Diana.
O peso de um legado inesquecível
Apesar de ter consolidado seu casamento com Camilla e desfrutar de uma aprovação estável como rei, Charles III parece incapaz de se desvencilhar da figura de Diana. A princesa, que cativou o mundo com sua humanidade e proximidade com os desvalidos, permanece como um ícone que contrasta com a imagem de distanciamento tradicional da realeza. O carisma de Diana, que gerava ciúmes no então marido, ainda é um fator que mobiliza a opinião pública contra o monarca.
O conde Spencer, por sua vez, defende que sua postura beligerante é um dever de historiador. A relação entre a família real e os Spencer, uma linhagem nobre com raízes profundas na aristocracia britânica, adiciona uma camada de complexidade a este embate. Como o próprio Palácio de Buckingham mantém sua posição de distanciamento, o debate sobre os bastidores da monarquia segue vivo, alimentado por memórias que, mesmo após décadas, continuam a moldar a percepção pública sobre o Rei Charles III.
Perguntas frequentes
O que Charles Spencer alega sobre o Rei Charles III?
Spencer afirma que o rei demonstrou alívio com a morte de Diana e sugeriu que a família deveria esquecê-la rapidamente, além de ter tido um comportamento insensível durante o luto.
Como o Palácio de Buckingham reagiu às acusações?
O Palácio negou as alegações, sugerindo em nota que a dor do luto de Spencer pode estar afetando sua memória e seu julgamento sobre os fatos ocorridos.
Por que o funeral de Diana foi um ponto de conflito?
Houve divergências sobre a participação dos príncipes William e Harry no cortejo, com relatos de que a presença dos jovens teria sido usada para amenizar a rejeição pública contra Charles.

