O planejamento para a próxima temporada movimenta os bastidores do Cruzeiro enquanto o clube mantém o foco na reta final do Campeonato Brasileiro e na busca por vaga na Copa Libertadores. Entre as prioridades da diretoria está a definição sobre o destino do atacante Gabriel, que atualmente defende o Santos por empréstimo.
Entraves financeiros e o alto custo do atacante
O principal obstáculo para a resolução do caso envolve a remuneração do atleta. Com contrato válido até a temporada de 2028, o jogador tem direito a vencimentos na casa dos R$ 3,5 milhões mensais, conforme apurado pelo portal GE.
A diretoria cruzeirense avalia que os valores representam um peso significativo para a folha salarial. Além disso, representantes do atleta já sinalizaram que não pretendem abrir mão das quantias estabelecidas em contrato, o que torna qualquer acordo mais complexo.
Desempenho em campo e valorização de mercado
Apesar da questão financeira, a fase vivida pelo camisa 9 no clube paulista anima a cúpula da Raposa. Em 49 partidas disputadas na atual temporada, o centroavante soma 36 participações diretas em gols, sendo 25 bolas na rede e 11 assistências.
Esse rendimento elevado colocou o atleta no radar de mercados internacionais. Equipes do México, da Arábia Saudita e o Fenerbahçe, da Turquia, demonstraram interesse na contratação, segundo informações divulgadas pelo portal Uol.
Posicionamento da diretoria e do jogador
Nos bastidores, a gestão da SAF adotou uma postura rígida em relação a futuros acordos. Conforme declarações repassadas pelo jornalista Samuel Venâncio após conversa com o comando cruzeirense, a instituição não pretende mais emprestar atletas arcando com parte dos vencimentos salariais.
Enquanto o futuro permanece em aberto, o próprio atacante reconheceu recentemente as dificuldades financeiras para uma permanência definitiva na Vila Belmiro, sem descartar um retorno ao clube mineiro para o cumprimento de seu vínculo contratual.

