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Professores da rede estadual ocupam praça em Aracaju e cobram mediação do TJSE

Professores da rede estadual ocupam praça em Aracaju e cobram mediação do TJSE

Professores da rede estadual ocupam praça em Aracaju e cobram mediação do TJSE

Em meio ao 17º dia de greve, professores da rede estadual de ensino de Sergipe realizaram uma ocupação na Praça Fausto Cardoso, no centro de Aracaju, nesta quinta-feira, 24. O ato, realizado em frente ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), tem como objetivo central pressionar o Judiciário a atuar como mediador no impasse entre a categoria e o Governo do Estado.

Busca por negociação e cumprimento de decisão

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (SINTESE) sustenta que a paralisação é uma resposta à falta de cumprimento de decisões judiciais por parte da gestão estadual. Segundo o presidente do sindicato, Roberto Silva, a categoria busca uma solução negociada para garantir direitos trabalhistas que, na visão dos docentes, estão sendo negligenciados.

“Nós precisamos do Tribunal de Justiça para fazer uma mediação. O Tribunal precisa convocar o governo e sindicato para construir um processo de negociação e discutir como o Estado vai cumprir a decisão judicial”, afirmou Silva em vídeo divulgado pelo sindicato. A ocupação na praça deve se estender até a próxima segunda-feira, 28, com uma série de atividades programadas para o final de semana.

O impasse sobre o plano de carreira

O conflito gira em torno da retomada dos escalonamentos do plano de carreira do magistério, que possuem variações entre 40% e 100%. A disputa ganhou novos contornos em outubro de 2025, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade da Lei Complementar nº 213/2011, que havia alterado as regras da carreira.

Para o SINTESE, a decisão do STF impõe a necessidade de retorno aos níveis de carreira e aos percentuais de valorização previstos no plano anterior, que considerava a formação acadêmica dos profissionais. O sindicato alega que o Governo do Estado possui condições financeiras para atender à demanda e sustenta que a manutenção da greve é uma forma de exigir o respeito à valorização docente.

Decisões judiciais sobre a greve

A paralisação dos professores enfrenta desafios no campo jurídico. O Tribunal de Justiça de Sergipe determinou a suspensão da greve logo após o início do movimento. Embora o SINTESE tenha apresentado um pedido de reconsideração, a desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade manteve a decisão no último dia 21.

Na análise mais recente, o TJSE reconheceu a regularidade da assembleia que aprovou a greve, após o sindicato apresentar a documentação necessária, como o edital de convocação e a ata da reunião. Contudo, o Tribunal entendeu que não foram preenchidos outros requisitos essenciais previstos na Lei de Greve, como a comunicação prévia à Administração Pública e o aviso aos pais, responsáveis e estudantes sobre a interrupção das atividades escolares.

Perguntas frequentes

Por que os professores estão ocupando a praça?

A ocupação na Praça Fausto Cardoso visa pressionar o TJSE a mediar o impasse entre o sindicato e o Governo de Sergipe, buscando o cumprimento de decisões judiciais sobre o plano de carreira.

Qual é o principal ponto da disputa salarial?

A categoria reivindica a retomada dos percentuais de valorização e níveis de carreira previstos antes da Lei Complementar nº 213/2011, declarada inconstitucional pelo STF.

Qual a situação jurídica da greve?

O Tribunal de Justiça de Sergipe determinou a suspensão da greve, mantendo a decisão mesmo após pedido de reconsideração do sindicato, por entender que requisitos legais de comunicação prévia não foram cumpridos.