O zagueiro Gustavo Gómez está prestes a consolidar seu nome na história do futebol sul-americano. Ao entrar em campo nesta quarta-feira (14), às 21h30, no Maracanã, para o confronto contra o Fluminense, o capitão do Palmeiras alcançará a marca expressiva de sete semifinais de Libertadores disputadas com a camisa alviverde. O feito, construído desde sua chegada ao clube em 2018, coloca o defensor em um patamar de longevidade e sucesso que supera o histórico completo de diversos gigantes do futebol brasileiro.
Trajetória de sucesso e consistência continental
A trajetória de Gómez nas fases decisivas da competição continental teve início em 2018, em um confronto contra o Boca Juniors. Desde então, o zagueiro paraguaio tornou-se um pilar defensivo e uma liderança técnica indispensável para o clube. Entre 2020 e 2023, o jogador participou de quatro edições consecutivas da semifinal, consolidando o período mais vitorioso do Palmeiras na história do torneio.
O auge dessa caminhada ocorreu nas temporadas de 2020 e 2021, quando o atleta foi peça-chave nas conquistas dos títulos continentais. Mesmo em anos de eliminação, como diante do Athletico-PR em 2022 ou novamente contra o Boca Juniors em 2023, a presença constante do camisa 15 na fase final da competição manteve o clube entre os protagonistas do continente. Em 2025, após superar a semifinal, o Palmeiras chegou à decisão, sendo superado pelo Flamengo.
Comparativo com gigantes do futebol brasileiro
A relevância estatística do feito de Gustavo Gómez torna-se evidente ao ser comparada com o histórico de outros clubes tradicionais do Brasil na Copa Libertadores. O número de sete semifinais disputadas pelo zagueiro individualmente iguala o total de participações do Internacional nesta etapa do torneio ao longo de toda a sua trajetória histórica.
O levantamento revela que o capitão palmeirense já superou o histórico de clubes como o Cruzeiro, que acumula seis semifinais, e o Atlético-MG, com quatro. O desempenho de Gómez também é superior ao de equipes como Botafogo e Fluminense, que somam três participações cada, além de Corinthians e Athletico-PR, que possuem duas, e o Vasco, com apenas uma. A marca do zagueiro representa mais do que o triplo do que o rival Corinthians alcançou desde a criação do torneio em 1960.
Este cenário reforça o impacto da gestão esportiva do Palmeiras nos últimos anos e a importância de Gómez como o símbolo de uma era. Com o novo duelo contra o Fluminense, o atleta busca agora ampliar seu legado e conduzir o clube paulista a mais uma final continental, reafirmando sua posição como um dos maiores ídolos da história recente da instituição.

