A Prefeitura de Aracaju registrou um crescimento expressivo na assistência básica à população. Entre julho e setembro de 2026, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) contabilizou 187.735 visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O número representa um salto de 382,71% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizadas 38.892 ações desse tipo.
Fortalecimento da Atenção Primária em Aracaju
A estratégia de intensificar as visitas domiciliares visa consolidar a Atenção Primária à Saúde (APS) na capital sergipana. Ao levar o atendimento para dentro das residências, a gestão municipal consegue mapear com maior precisão o perfil epidemiológico e social de cada território. O trabalho dos agentes é fundamental para a identificação precoce de riscos e para o acompanhamento contínuo de grupos prioritários, como gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas, a exemplo de hipertensão e diabetes.
De acordo com a Prefeitura de Aracaju, o planejamento das rotas dos agentes é fundamentado em dados dos cadastros individuais e domiciliares. Essas informações são discutidas periodicamente pelas equipes de saúde para definir prioridades de atendimento. Embora o foco seja garantir uma cobertura ampla, a periodicidade das visitas é ajustada conforme a necessidade específica de cada família, garantindo que os casos mais vulneráveis recebam um suporte mais frequente.
O papel estratégico dos agentes comunitários
Itamaria Franco, assessora técnica dos Agentes Comunitários de Saúde, destaca que a atuação desses profissionais transcende a simples orientação. O agente funciona como um elo entre a comunidade e a unidade de saúde, reportando situações de vulnerabilidade social que exigem intervenção multidisciplinar. Quando um profissional identifica, por exemplo, uma gestante sem pré-natal ou uma criança em situação de desnutrição, a equipe de saúde é imediatamente acionada para direcionar a assistência necessária.
Além do cuidado direto, os registros coletados durante as visitas alimentam o sistema de indicadores de saúde do município. Esse banco de dados permite que a gestão reconheça as particularidades de cada região de Aracaju, facilitando o planejamento de ações preventivas contra arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A análise contínua desses dados é o que permite à Secretaria Municipal da Saúde otimizar recursos e direcionar esforços para as áreas que apresentam maior demanda por intervenções de saúde pública.

