A Universidade Federal de Sergipe (UFS) entregou oficialmente à Prefeitura de São Cristóvão, na última terça-feira (22), um acervo histórico composto por mais de 10 mil documentos digitalizados. A cerimônia, realizada no Auditório do Paço Municipal, na histórica Praça São Francisco, marcou a conclusão de um projeto de três anos dedicado à preservação da memória da Cidade Mãe de Sergipe.
Trabalho acadêmico e preservação documental
O projeto foi conduzido por alunos e professores do Departamento de Ciência da Informação (DCI/UFS) em colaboração com profissionais do município. O reitor da universidade, André Maurício, destacou que a iniciativa foi viabilizada sem financiamento externo, ressaltando o compromisso dos estudantes com a preservação do patrimônio público.
“Este trabalho é o começo de se conhecer enquanto história. É um projeto ímpar e fundamental que deixará um legado para gerações futuras”, afirmou o reitor durante o evento. A iniciativa teve origem em 2016, a partir de uma proposta da bibliotecária e documentalista municipal Rafaela Pereira, que identificou a urgência de organizar e tornar acessível a massa documental da cidade.
Metodologia e desafios técnicos
Para alcançar a marca de 10 mil documentos digitalizados, a equipe do DCI seguiu um rigoroso cronograma dividido em cinco etapas: diagnóstico, higienização, organização, digitalização e implementação do repositório digital. O processo serviu como campo de prática para estudantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).
Apesar do sucesso, as estudantes Carolina Dantas, Roberta Nascimento e Sofia Matos alertaram que a digitalização é apenas uma etapa. Segundo elas, a preservação digital de longo prazo exige investimentos contínuos em softwares e equipamentos específicos para garantir a integridade dos arquivos ao longo do tempo.
Ensino, pesquisa e extensão
A professora Alessandra Araújo, do DCI, enfatizou que o projeto cumpriu os três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão. A docente celebrou o fato de o trabalho, realizado com baixo custo, ter alcançado visibilidade internacional, reforçando a importância da cooperação entre a academia e o poder público.
Já a professora Gleisy Santos, coordenadora de parte da equipe, destacou a relevância de oferecer experiências práticas aos alunos do curso noturno. “São Cristóvão é a segunda cidade mais antiga do Brasil e um patrimônio da humanidade. Levar os alunos para atuar diretamente com esse acervo é fundamental para a formação profissional e para a valorização da nossa história”, concluiu a docente.
Perguntas frequentes
Quantos documentos foram digitalizados?
O projeto resultou na digitalização de mais de 10 mil documentos históricos de São Cristóvão.
Quem participou do projeto?
A iniciativa envolveu professores e alunos do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com profissionais da Prefeitura de São Cristóvão.
Qual a importância da iniciativa?
O trabalho garante a preservação da memória histórica da cidade, permitindo que pesquisadores e a comunidade tenham acesso facilitado a registros que antes estavam dispersos ou sem organização.

