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Governo federal solicita investigação sobre plataformas de inteligência artificial de companhia

Governo federal solicita investigação sobre plataformas de inteligência artificial de companhia

Governo federal solicita investigação sobre plataformas de inteligência artificial de companhia

Ministério da Justiça aponta riscos em serviços de IA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) recomendou, nesta segunda-feira (21), que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) inicie uma análise rigorosa sobre o funcionamento dos chamados companheiros de IA. Trata-se de plataformas que utilizam inteligência artificial para simular interações de amizade e romance com usuários.

A medida foi formalizada por meio de uma nota técnica da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi). O documento sugere que a agência reguladora avalie se esses serviços estão em conformidade com o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), focando na proteção de menores e na segurança dos dados processados.

Análise preliminar de 13 plataformas

A recomendação do governo não aponta condenações imediatas, mas destaca indícios de desconformidades após uma triagem inicial. O Ministério avaliou 13 serviços populares do setor, incluindo Character.AI, Replika, Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai, Paradot, Talkie, CrushOn.AI, EVA AI, Anima, Swipey e SpicyChat.AI.

O órgão federal ressalta que a análise é preliminar e visa garantir que as plataformas cumpram deveres de proteção digital. Entre os pontos críticos levantados pela secretaria, está a fragilidade dos mecanismos de verificação de idade, que, na maioria dos casos, baseiam-se apenas na autodeclaração do usuário, facilitando o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos potencialmente inadequados.

Preocupações com dados e comportamento

Além da questão etária, o governo federal manifestou preocupação com o uso de dados para a criação de perfis emocionais e comportamentais dos usuários. A capacidade dessas plataformas de simular emoções, adaptar respostas e, em certos casos, oferecer conteúdo adulto, coloca em evidência o risco de uso excessivo ou compulsivo por parte do público.

A nota técnica também sugere que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) examine as práticas comerciais das empresas. O objetivo é verificar como essas plataformas realizam a monetização, a veiculação de publicidade e o tratamento das informações coletadas durante as interações. Para mais detalhes sobre as diretrizes de proteção digital no país, consulte o portal oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Próximos passos da regulação

A recomendação do MJSP coloca o setor de inteligência artificial de companhia sob um novo nível de escrutínio estatal. A expectativa é que, a partir da nota técnica, a ANPD e a Senacon definam os próximos passos para a fiscalização, visando mitigar riscos e garantir que a tecnologia de simulação de companheirismo respeite as normas brasileiras de proteção ao consumidor e aos direitos digitais.