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Jorge Jesus critica redução de estrangeiros e aponta falhas na formação do futebol brasileiro

Jorge Jesus critica redução de estrangeiros e aponta falhas na formação do futebol brasileiro

Jorge Jesus critica redução de estrangeiros e aponta falhas na formação do futebol brasileiro

O técnico Jorge Jesus, atualmente à frente da Seleção de Portugal, manifestou discordância em relação à recente decisão dos clubes brasileiros de reduzir o limite de atletas estrangeiros nas partidas. Para o treinador, que marcou época no Flamengo, a restrição não ataca a raiz dos problemas enfrentados pelo esporte no país.

Durante coletiva de imprensa realizada no último sábado (26), o comandante português argumentou que a presença de jogadores de outras nacionalidades não prejudica o desenvolvimento dos talentos locais. Ele utilizou o cenário de seu país natal como contraponto, onde não há restrições para a escalação de atletas estrangeiros, mesmo com Portugal sendo um dos maiores exportadores de talentos da Europa.

A visão de Jorge Jesus sobre a formação de atletas

Ao analisar a medida aprovada pelas equipes das Séries A e B, Jorge Jesus foi enfático ao afirmar que a qualidade do jogador brasileiro não depende de barreiras protecionistas. Segundo o treinador, o foco das discussões deveria estar em outros pilares fundamentais para o crescimento do esporte.

“Não é o fato de o Brasil agora reduzir de nove estrangeiros para cinco que vai melhorar o jogador brasileiro. O problema é a formação, é a qualidade da formação e a calendarização”, declarou o técnico. Para ele, o sucesso na revelação de novos nomes passa por uma estrutura de base mais robusta e um cronograma de competições mais eficiente.

Decisão da CBF e o futuro das escalações

A mudança no regulamento foi definida em votação realizada na última segunda-feira (21). A proposta, chancelada pela maioria dos clubes e pela CBF, estabelece uma transição gradual para o limite de estrangeiros. Atualmente, os times podem relacionar até nove atletas de fora por jogo.

A partir de 2027, o teto cairá para oito jogadores. O objetivo final é atingir o limite de apenas cinco estrangeiros por partida até o ano de 2030. A justificativa central dos clubes é abrir mais espaço para atletas formados nas categorias de base, tentando conter a saída precoce de jovens talentos e valorizar o mercado interno.

Defesa dos campeonatos estaduais

Além da questão dos estrangeiros, Jorge Jesus aproveitou o debate para defender a manutenção dos campeonatos estaduais. O treinador considera que essas competições são essenciais para o amadurecimento de jovens atletas, especialmente aqueles que defendem clubes de menor investimento.

“O Brasil tem uma boa calendarização e não sabe. Espero que eles não acabem com os campeonatos estaduais, que isso é um dos segredos do crescimento do jogador brasileiro”, pontuou. O técnico segue sua trajetória na Seleção de Portugal, tendo estreado com vitória sobre o País de Gales e mantendo o foco nos próximos compromissos pela Liga das Nações.

Perguntas frequentes

Qual é a principal crítica de Jorge Jesus à nova regra?

O técnico argumenta que a redução de estrangeiros não resolve os problemas estruturais do futebol brasileiro, apontando que a verdadeira solução está na melhoria da formação de base e na organização do calendário.

Como será a redução de estrangeiros no Brasil?

A partir de 2027, o limite de nove estrangeiros por jogo cairá para oito. A meta final da CBF é que, até 2030, cada equipe possa relacionar no máximo cinco jogadores estrangeiros por partida.