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Lula critica milícias e alerta sobre riscos eleitorais em ato no Rio de Janeiro

Lula critica milícias e alerta sobre riscos eleitorais em ato no Rio de Janeiro

Lula critica milícias e alerta sobre riscos eleitorais em ato no Rio de Janeiro

Discurso sobre soberania e segurança pública

Durante ato de campanha realizado nesta quinta-feira (24) em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom incisivo ao tratar da ocupação de espaços de poder. O mandatário afirmou que “não cabe representação de miliciano” no Palácio do Planalto, reforçando a necessidade de clareza sobre o cenário político que se desenha para o pleito do dia 4 de outubro.

O presidente iniciou sua fala resgatando o conceito de soberania nacional, tema central de seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na última terça-feira (22). Na ocasião, Lula declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”, uma resposta direta às movimentações do governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, que incluiu facções criminosas brasileiras em listas de organizações terroristas internacionais e impôs sanções econômicas.

Alerta sobre a composição do Congresso

Sem mencionar nomes específicos, o petista direcionou críticas à oposição de direita e convocou seus apoiadores a fortalecerem a base aliada no Legislativo. O presidente enfatizou que a conquista de uma maioria parlamentar pela direita poderia inviabilizar sua gestão em um eventual quarto mandato.

“A gente não pode permitir que a direita faça maioria no Senado. Senão eles vão transformar esse país em um inferno”, declarou o presidente. O evento contou com a presença do candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), reforçando a estratégia de palanque para as eleições que se aproximam.

Democracia versus barbárie

Lula classificou o atual momento político como uma escolha entre a democracia e a barbárie. O presidente acusou setores da oposição de adotarem uma postura contraditória em relação aos símbolos nacionais. “Essa gente de dia beija a bandeira do Brasil, e de noite a bandeira americana”, afirmou, criticando propostas que, segundo ele, visam entregar riquezas nacionais e privatizar áreas públicas, como praias, para a construção de resorts de luxo.

O discurso reforça a estratégia do governo de nacionalizar o debate eleitoral, focando na defesa da soberania e na oposição a modelos econômicos que privilegiam a privatização de ativos estratégicos. A agenda no Rio de Janeiro faz parte de uma série de compromissos que buscam consolidar o apoio popular antes da votação, conforme informações detalhadas pelo g1.