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Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos e deixa legado na música erudita brasileira

Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos e deixa legado na música erudita brasileira

Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos e deixa legado na música erudita brasileira

O cenário cultural brasileiro está em luto com a partida do **maestro Roberto Tibiriçá Passos**, que faleceu na madrugada deste sábado, **3 de outubro de 2026**, aos **72 anos**. O artista, natural de **São Paulo**, lutava contra um câncer e deixa um legado imensurável como um dos maiores regentes da história da música erudita no país. Embora sua trajetória tenha se consolidado nos grandes palcos do Sudeste, sua morte repercute intensamente nas **notícias de Sergipe** e em todo o território nacional, dada a sua importância para a preservação da memória musical do Brasil.

Trajetória brilhante à frente das maiores orquestras do país

Com uma carreira que ultrapassou a marca de cinco décadas, **Roberto Tibiriçá** iniciou sua jornada artística como pianista, mas foi na regência que encontrou sua verdadeira vocação e reconhecimento internacional. Segundo a redação do **Imprensa 24h**, o maestro esteve à frente de instituições de prestígio, consolidando-se como uma figura central na estruturação de corpos estáveis de música clássica no Brasil.

Ele ocupou o cargo de regente titular e diretor em orquestras fundamentais, como a **Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB)** e a **Orquestra Petrobras Sinfônica**. Sua liderança também foi sentida na **Sinfônica Heliópolis**, na **Orquestra Sinfônica de Minas Gerais** e na **Orquestra Sinfônica do Paraná**, onde trabalhou incansavelmente para elevar o nível técnico e artístico das apresentações, democratizando o acesso à música de concerto para diferentes públicos.

Diálogo entre o erudito e a música popular brasileira

Um dos diferenciais da carreira de **Tibiriçá** foi sua capacidade de transitar entre gêneros, promovendo encontros históricos entre a música erudita e a **MPB**. Para quem acompanha as **últimas notícias em Sergipe** sobre cultura, sabe-se que essa versatilidade é rara e fundamental para a renovação do público nos teatros. O maestro acreditava que a música não deveria ter barreiras rígidas de estilo.

Essa visão plural ficou evidente em sua participação no projeto **Aquarius**, onde regeu concertos que uniram orquestras a grandes vozes da música contemporânea, como **Lenine**, **Adriana Calcanhotto** e **Luedji Luna**. Essas colaborações ajudaram a desmistificar a música clássica, levando sons complexos para praças públicas e grandes arenas, sempre com a precisão técnica que lhe era característica.

Atuação estratégica nos bastidores da indústria fonográfica

Além de sua presença magnética no pódio, o **maestro** desempenhou um papel vital nos bastidores da indústria fonográfica brasileira. Atuando como diretor artístico em gravadoras como a **RGE / Fermata** e a **Copacabana**, ele foi o responsável por viabilizar registros históricos que, de outra forma, poderiam ter se perdido. Suas **informações de Aracaju** e de todo o país confirmam que sua visão empresarial era tão aguçada quanto sua audição musical.

Entre seus feitos mais notáveis na área fonográfica está a edição do único álbum gravado no Brasil pela lendária pianista **Guiomar Novaes** (1895 – 1979), lançado em 1974. O disco focava exclusivamente em compositores nacionais como **Camargo Guarnieri** e **Heitor Villa-Lobos**. Tibiriçá também foi o mentor por trás do álbum “Gravado em recital”, de **Magda Tagliaferro** (1893 – 1986), capturado ao vivo no **Museu de Arte de São Paulo (Masp)** em 1979.

O falecimento de **Roberto Tibiriçá** encerra um capítulo dourado da regência nacional. Sua dedicação ao ensino, à preservação da obra de compositores brasileiros e à excelência orquestral permanecerá como guia para as futuras gerações de músicos. Para mais detalhes sobre o impacto dessa perda no cenário artístico, acompanhe as atualizações constantes no portal Imprensa 24h, sua fonte segura de informação.