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Marcelo Paz defende foco total de Memphis no futebol após eliminação do Corinthians

Marcelo Paz defende foco total de Memphis no futebol após eliminação do Corinthians

Marcelo Paz defende foco total de Memphis no futebol após eliminação do Corinthians

Após a eliminação do Corinthians na Copa Libertadores, após a derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, o dirigente Marcelo Paz abordou os desafios do clube para a sequência da temporada. Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de blindar o atacante Memphis Depay, que desperdiçou um pênalti decisivo nos acréscimos da partida.

Em entrevista concedida à repórter Gabrielle Sena, do Bolavip Brasil, nesta quinta-feira (17), Paz destacou a importância de o atleta manter a concentração voltada exclusivamente ao desempenho dentro das quatro linhas. Para o dirigente, a alta exposição midiática do jogador é um fator que exige cautela e maturidade.

Gestão de foco e comportamento

Ao ser questionado sobre como o clube pretende proteger o atacante, Marcelo Paz enfatizou que a responsabilidade primária deve ser do próprio atleta. Segundo o dirigente, a postura de Memphis deve ser pautada pelo comprometimento com o rendimento esportivo, minimizando distrações externas que fogem ao controle da instituição.

“Minha mensagem é de postura e comportamento, de buscar focar cada vez mais no futebol. Ele é um atleta muito exposto, e as pessoas vão perguntar, é normal. Mas acho que ele é quem tem que ter esse cuidado de focar em jogar, em ficar dentro de campo e fazer gols”, afirmou Paz.

O dirigente também comentou sobre o estado emocional de Memphis após o confronto. Mesmo com o erro na cobrança de pênalti, Paz avaliou que o jogador teve uma de suas melhores atuações desde o seu retorno, demonstrando participação ativa no jogo e incômodo com o resultado negativo.

Impactos financeiros e planejamento

Além da questão esportiva, a eliminação precoce na competição continental traz desafios para o caixa do clube. Marcelo Paz admitiu que a saída do torneio frustra a expectativa de receitas importantes, que incluíam tanto as cotas de premiação quanto a bilheteria de uma eventual semifinal.

“Do ponto de vista financeiro é ruim. Era um valor a mais que entraria, não só da cota como de uma nova renda de um jogo de semifinal, que certamente seria muito boa, além de possíveis patrocinadores”, explicou.

Apesar do revés, o dirigente ressaltou que o planejamento orçamentário do clube já prevê a volatilidade inerente ao futebol. Para Paz, a ausência de garantias sobre a performance esportiva exige que a gestão esteja preparada para encontrar soluções alternativas diante da frustração de receitas projetadas.

“O planejamento de qualquer clube tem essas variáveis, porque a performance esportiva não é sempre garantida. Quando esse dinheiro não entra como idealizamos, temos que nos virar e achar outras soluções. Faz parte do futebol e precisamos saber lidar com isso”, concluiu o dirigente.