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Ministério Público do Chile pede 22 anos de prisão para ex-meia Valdivia

Ministério Público do Chile pede 22 anos de prisão para ex-meia Valdivia

O Ministério Público do Chile solicitou uma pena acumulada de 22 anos de reclusão para Jorge Valdivia, ex-jogador do Palmeiras, em decorrência de acusações relacionadas a crimes sexuais. A solicitação foi formalizada pela Promotoria após a conclusão das investigações conduzidas pelo órgão no país sul-americano.

O processo judicial abrange duas denúncias distintas formalizadas por mulheres no período de outubro de 2024. Inicialmente tratados sob a mesma acusação, os episódios foram reavaliados pelo órgão ministerial, que agora divide a imputação entre um suposto crime de estupro e outro de abuso sexual.

Investigação detalha denúncias e defesa do ex-atleta

A primeira denúncia foi registrada em 20 de outubro de 2024 por uma profissional de tatuagem. A vítima relatou ter compartilhado uma refeição com o ex-atleta em um estabelecimento comercial antes de perder a memória e constatar a ocorrência de relações sexuais. A defesa jurídica do ex-jogador argumenta que os atos ocorreram de maneira consensual.

O segundo registro foi formalizado dias depois, em 22 de outubro, e aponta um suposto episódio de abuso sexual que teria acontecido no dia 18 do mesmo mês, em um restaurante localizado na comuna de Vitacura. O trâmite processual agora avança para a fase de preparação de um provável julgamento perante a justiça chilena.

Testemunhas e histórico de prisões preventivas

Entre os nomes indicados pelo Ministério Público para prestar depoimento no processo está a ex-deputada Maite Orsini. A Promotoria aponta que a ex-companheira do ex-meia trocou mensagens com ele durante o período em que o antigo atleta estava com uma das denunciantes.

O ex-camisa 10 chegou a cumprir medidas cautelares de privação de liberdade de natureza preventiva em duas ocasiões distintas entre outubro de 2024 e janeiro de 2025. O pedido de reclusão formulado pela Promotoria representa uma exigência da acusação no processo, sem constituir, até o momento, uma sentença condenatória definitiva.

O caso segue sob análise do poder judiciário, enquanto os representantes legais do ex-futebolista preparam os argumentos de defesa para as próximas etapas do inquérito e do julgamento.