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Alexandre de Moraes se declara impedido em ação sobre registros de entrada no Senado

Alexandre de Moraes se declara impedido em ação sobre registros de entrada no Senado

Alexandre de Moraes se declara impedido em ação sobre registros de entrada no Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de julgar um mandado de segurança que solicita o acesso aos registros de entrada e saída de visitantes no Senado Federal. A decisão ocorre devido à inclusão do nome de sua esposa, Viviane Barci, na lista de pessoas cujos dados foram requisitados pelo autor da ação.

Fundamentação jurídica e redistribuição do processo

Ao formalizar o impedimento, o magistrado baseou-se no artigo 144, inciso V, do Código de Processo Civil. O dispositivo legal determina que um juiz está impedido de atuar em processos nos quais o seu cônjuge figure como parte ou interessado direto. Com a decisão, o relator original deixa o caso, que deverá ser redistribuído por meio de novo sorteio entre os demais integrantes da Corte.

Origem da ação judicial

O mandado de segurança foi impetrado pelo vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR). Inicialmente, o pedido foi protocolado na 1ª Vara Federal de Curitiba, que declinou da competência para julgar o caso, argumentando que a autoridade coatora apontada na petição seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O parlamentar questiona a negativa do Senado em fornecer informações sobre o fluxo de visitantes nas dependências da Casa. Além de Viviane Barci, o requerimento busca dados referentes a outras figuras públicas e empresários, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Fábio Luís Lula da Silva e Antônio Carlos Camilo Antunes.

Conflito sobre transparência e dados pessoais

O embate jurídico gira em torno da interpretação sobre o caráter das informações solicitadas. Enquanto o autor da ação sustenta que o registro de visitantes em órgãos públicos possui natureza pública e atende ao interesse coletivo, a presidência do Senado defende que os dados possuem caráter pessoal e, por isso, devem ser protegidos contra a divulgação indiscriminada.

A definição sobre o acesso a esses registros agora aguarda a designação de um novo relator no STF, que deverá analisar os argumentos apresentados pelo vereador e a resposta da administração do Senado Federal. A fonte original das informações pode ser consultada no portal JOTA.

Perguntas frequentes

Por que o ministro Alexandre de Moraes se declarou impedido?

O ministro aplicou o artigo 144 do Código de Processo Civil, que veda a atuação de magistrados em processos onde seu cônjuge seja parte ou interessado, já que o nome de sua esposa consta na lista de registros solicitados.

O que o autor da ação pretende obter?

O vereador Guilherme Kilter busca o acesso aos registros de entrada e saída de visitantes do Senado Federal, especificamente de nomes listados no mandado de segurança, alegando interesse público na transparência desses dados.

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