A cantora soteropolitana Mariene de Castro, reconhecida por sua voz incandescente e sua forte ligação com o samba de roda, surpreendeu o público ao estrear o espetáculo Cantadeira no Circo Voador. Na noite de 3 de outubro de 2026, o Rio de Janeiro foi palco de uma celebração profunda das raízes sertanejas, onde a artista trocou momentaneamente os terreiros de samba pelo balanço do xote e do baião.
O show é uma extensão direta do projeto audiovisual gravado pela artista em Castro Alves, na Bahia, durante os festejos juninos. Segundo a redação do Imprensa 24h, essa nova fase de Mariene busca harmonizar o romantismo das canções nordestinas com a força cênica que sempre a caracterizou, trazendo para o Sudeste o calor das notícias de Sergipe e de todo o Nordeste brasileiro.
Mariene de Castro mergulha no forró e traz alma do sertão ao palco
Em Cantadeira, a artista baiana apresenta um roteiro inteiramente inédito, focado na alma musical forrozeira. Diferente de suas turnês anteriores, Mariene optou por deixar de lado as saudações aos orixás e os sambas do aclamado álbum Santo de Casa para dar voz a um repertório que exala a poeira das estradas sertanejas. A direção musical ficou a cargo de Fábio Cunha, que estruturou arranjos que privilegiam a sanfona e a percussão marcada.
O figurino, composto por cores vivas e elementos brejeiros, reforçou a proposta visual do show, que também contou com projeções de cenas gravadas no Recôncavo Baiano. Para quem acompanha as notícias de Aracaju, o movimento de Mariene é visto como uma reafirmação da identidade cultural que une os estados vizinhos através da música de resistência.
Clássicos de Luiz Gonzaga e Dominguinhos marcam a noite
A abertura do espetáculo foi marcada pelo baião Hora do Adeus, clássico de Luiz Gonzaga, estabelecendo imediatamente o tom da noite. A presença do sanfoneiro Gel Barbosa e a participação especial de Cicinho de Assis garantiram que o acordeon fosse o protagonista melódico, guiando o público por uma viagem sentimental através de xotes românticos como Lembrança de um Beijo e A Natureza das Coisas.
A cadência suave da primeira metade do show deu lugar a momentos de maior intensidade percussiva. Um dos pontos altos foi a interpretação de Beradéro, de Chico César, onde a zabumba ganhou contornos abrasivos, transformando a atmosfera do Circo Voador em um reduto de pura energia nordestina. Esse equilíbrio entre o doce e o rústico é o que torna o show uma das últimas notícias em Sergipe mais comentadas no meio artístico.
Resistência e nordestinidade em cada acorde da sanfona
Mariene não esqueceu de suas parcerias históricas, trazendo composições de Roque Ferreira, como Quebradeira de Coco, que elevou a temperatura da plateia carioca. O encerramento, em clima de festa junina antecipada, contou com o sucesso Foguete e a emblemática Olha pro Céu, reafirmando que a música nordestina é um símbolo inabalável de resistência cultural no Brasil.
O show Cantadeira representa uma virada de página na trajetória de Mariene de Castro, mostrando sua versatilidade ao transitar por diferentes vertentes da música popular. Para mais detalhes sobre eventos e cultura, continue acompanhando as informações de Aracaju e região no portal Imprensa 24h.
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