O meia-atacante Niclas Eliasson vive um momento de afirmação e paciência em sua trajetória inicial pelo Internacional. Contratado em agosto como uma das apostas para qualificar o setor ofensivo colorado, o jogador sueco-brasileiro ainda não conseguiu estabelecer uma sequência de jogos, enfrentando obstáculos que vão desde a adaptação ao futebol nacional até a mudança de filosofia técnica no Beira-Rio.
Desde a sua chegada, Eliasson acumulou pouquíssimos minutos em campo. Sob a gestão anterior, o atleta era visto como uma peça de reposição para a segunda etapa, somando cerca de 30 minutos totais entre partidas do Campeonato Brasileiro e a eliminação na Copa do Brasil. No entanto, com a ascensão de Eduardo Baptista ao comando técnico, o cenário tornou-se ainda mais desafiador para o camisa 17, que busca sua primeira oportunidade real com o novo treinador.
Adaptação ao futebol brasileiro e o impacto físico no Beira-Rio
Um dos principais motivos apontados internamente para a baixa minutagem de Niclas Eliasson é o processo de transição para o estilo de jogo praticado no Brasil. Vindo do futebol europeu, o atleta nunca havia atuado profissionalmente em solo brasileiro, o que exige um tempo maior de maturação tática e física. A comissão técnica de Eduardo Baptista trata o caso com cautela, priorizando que o jogador esteja plenamente integrado ao ritmo intenso das competições nacionais antes de lançá-lo em situações de alta pressão.
Além do fator cultural e climático, a dinâmica de jogo proposta por Baptista exige uma entrega física que Eliasson ainda busca atingir. O treinador, conhecido por sua organização defensiva rigorosa, demanda que os jogadores de lado de campo tenham uma recomposição eficiente, algo que o sueco-brasileiro está trabalhando para aprimorar nos treinamentos diários no CT Parque Gigante.
Concorrência acirrada no setor ofensivo dificulta chances de Eliasson
A disputa por uma vaga no time titular do Internacional é outro fator determinante. O setor ofensivo conta com nomes que atravessam boa fase ou que já possuem maior entrosamento com o elenco. Jogadores como Carbonero, Vitinho e Calebe são os principais concorrentes diretos de Eliasson, atuando em funções semelhantes pelas alas ou como meias de infiltração.
A versatilidade do elenco colorado também aumenta o desafio. Até mesmo o lateral Bernabei tem sido utilizado em posições mais avançadas, ocupando espaços que poderiam ser destinados ao sueco-brasileiro. Essa abundância de opções permite que Eduardo Baptista faça escolhas baseadas no momento físico e na confiança de cada atleta, colocando Eliasson em uma fila de espera por oportunidades.
Estatísticas de Niclas Eliasson na temporada atual:
- Jogos disputados: 6 partidas (entrando como reserva)
- Minutos em campo: 28 minutos
- Gols marcados: 0
- Assistências: 0
- Chances criadas: 0
O novo esquema tático e as possibilidades para o meia-atacante
A mudança tática implementada por Eduardo Baptista, que frequentemente utiliza uma linha de três zagueiros com alas bem espetados, pode ser a chave para a entrada de Niclas Eliasson na equipe. O treinador valoriza pontas que consigam fechar a linha de meio-campo e auxiliar na marcação, transformando-se em alas defensivos quando o time não tem a posse de bola. Para o Internacional, ter um jogador com o drible e a velocidade de Eliasson aberto pela direita pode ser uma arma importante em contra-ataques.
Para convencer a comissão técnica, o jogador precisa demonstrar que pode cumprir essa função de “dobrar a marcação” com os laterais. Sua capacidade técnica é inegável, mas o futebol moderno exige uma polivalência que Baptista considera inegociável. O próximo passo para o atleta é aproveitar as janelas de substituição nos próximos confrontos do Brasileirão para mostrar que a adaptação está concluída e que ele pode ser o diferencial que o clube buscou no mercado europeu.

