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Nunes Marques alerta para risco de captura institucional no TSE após decisão de Flávio Dino

Nunes Marques alerta para risco de captura institucional no TSE após decisão de Flávio Dino

Nunes Marques alerta para risco de captura institucional no TSE após decisão de Flávio Dino

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, enviou um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, nesta segunda-feira, 28. No documento, o magistrado manifesta preocupação com o uso de decisões monocráticas que interferem em deliberações da Corte Eleitoral, apontando o risco de uma possível captura institucional do órgão.

Questionamento sobre o uso de decisões monocráticas

A manifestação de Nunes Marques ocorre em resposta a uma decisão recente do ministro Flávio Dino, que suspendeu uma liminar anteriormente concedida pelo ministro André Mendonça. O caso em questão envolvia a remoção de conteúdos digitais sobre a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, que geraram ampla repercussão nas redes sociais.

No ofício, o presidente do TSE argumenta que a utilização de reclamações constitucionais para reverter decisões da Justiça Eleitoral ignora o rito processual adequado, que seria o recurso extraordinário. Segundo o ministro, a prática atual produz efeitos genéricos sem a devida delimitação dos atos ou a oitiva das partes interessadas que provocaram a atuação da Justiça Eleitoral inicialmente.

Defesa da imparcialidade e do rito processual

Para Nunes Marques, a distribuição livre de processos é um pilar fundamental para assegurar a imparcialidade dos julgamentos. O ministro solicita ao STF a implementação de um filtro na distribuição de petições que tratem de medidas urgentes relacionadas ao processo eleitoral, visando evitar interferências externas na condução das eleições.

A liminar de André Mendonça, que também exerce a vice-presidência do TSE, havia determinado que plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removessem postagens que associavam o senador Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. O conteúdo foi classificado como inverídico pela Justiça Eleitoral, mas a decisão de Dino, proferida no domingo, 27, reverteu a ordem de exclusão.

Contexto da desinformação

O episódio central da disputa judicial envolve a disseminação de uma notícia falsa que alcançou milhões de visualizações. O candidato citado nega qualquer intenção de alterar o status religioso da padroeira do país. A controvérsia coloca em evidência o debate sobre os limites da atuação monocrática dos ministros do Supremo em temas que afetam diretamente a competência da Justiça Eleitoral e o fluxo das decisões que impactam o pleito.