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Cobrança por obras no Guajará coloca gestão de Fábio e Samuel sob pressão

Cobrança por obras no Guajará coloca gestão de Fábio e Samuel sob pressão

O impasse das obras no Guajará

A comunidade do Guajará, em especial os moradores do Guajará City Park, enfrenta um cenário de frustração diante da distância entre os anúncios oficiais e a realidade das ruas. Enquanto projetos grandiosos são apresentados com cifras milionárias, a população ainda aguarda por serviços básicos como drenagem, pavimentação e condições de trafegabilidade para o transporte público. O depoimento de Cícero Silva Júnior, representante comunitário, resume o descontentamento local: “vivemos no buraco, ônibus não passa”.

Diante desse quadro, a gestão do prefeito Samuel Carvalho e do governador Fábio Mitidieri é alvo de cobranças por resultados concretos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público impõe ao município a responsabilidade de garantir a circulação nas vias enquanto as obras definitivas não são concluídas. O acordo prevê intervenções periódicas nas ruas 8, 9 e “Existente”, com manutenções em intervalos máximos de 45 dias.

Execução contratual e transparência

No âmbito estadual, o governador Fábio Mitidieri enfrenta questionamentos sobre o andamento de um contrato de aproximadamente R$ 186,9 milhões, firmado com a construtora Celi, com prazo de 720 dias. Dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi) apontaram, em registros recentes, apenas 1% de execução física e ausência de lançamentos financeiros, além de inconsistências cadastrais.

A cobrança da sociedade é por transparência e eficiência. O cidadão exige saber quanto foi efetivamente executado, medido e pago. A expectativa é que o governo apresente documentos que comprovem o avanço real das obras, superando a fase de promessas e apresentações de projetos. Para o morador, o orçamento anunciado não substitui a entrega do serviço, e a fotografia de obra não equivale à prestação de contas.

Desafios em outros setores de Sergipe

Além da situação no Guajará, outros temas ocupam a pauta pública em Sergipe. No povoado Sapucaia, em Japaratuba, a Justiça determinou que a prefeitura forneça água potável via caminhão-pipa para cerca de 389 moradores, após intervenção do Ministério Público. A decisão estabelece prazos para o abastecimento emergencial e para a correção definitiva do sistema de água.

No cenário administrativo, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) aprovou propostas de reajuste negociadas com o Sindijus, incluindo alterações na progressão de carreira. O projeto ainda depende de aprovação na Assembleia Legislativa e sanção. Enquanto isso, em Monte Alegre, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE) emitiu parecer pela rejeição das contas de 2023 da ex-prefeita Marinez Silva Pereira Lino, citando insuficiência financeira e gastos com pessoal acima do limite legal, decisão que agora segue para análise da Câmara Municipal.

A Polícia Civil também investiga um caso inusitado em Ribeirópolis, onde um motorista de aplicativo, que inicialmente alegou que passageiros armados incendiaram seu carro, confessou ter provocado o fogo para tentar receber o valor do seguro. A investigação segue em curso para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

O acompanhamento desses casos pelo poder público e pelos órgãos de controle é o próximo passo fundamental para garantir que as demandas da população sejam atendidas com a celeridade necessária, evitando que a espera por soluções se transforme em um ciclo contínuo de promessas não cumpridas.

Perguntas frequentes

Qual a situação das obras no Guajará?

Moradores cobram melhorias básicas como drenagem e pavimentação. Um TAC obriga a prefeitura a realizar manutenções periódicas nas vias enquanto as obras definitivas, previstas para 2028, não são concluídas.

Por que o contrato estadual de R$ 186,9 milhões é questionado?

Registros da Sedurbi indicaram apenas 1% de execução física e ausência de lançamentos financeiros, gerando cobranças por maior transparência e comprovação do avanço real dos serviços.

O que foi decidido sobre o abastecimento em Sapucaia?

A Justiça determinou que a prefeitura de Japaratuba forneça água via caminhão-pipa pelo menos duas vezes por semana e corrija os problemas do sistema em um prazo de 30 dias.