A terceira fase da Operação Indumentum, deflagrada nesta terça-feira, 3, resultou no bloqueio de R$ 430 mil, na indisponibilidade de um apartamento em construção e em restrições sobre um veículo de luxo. A ação também determinou o sequestro de imóveis localizados em Aracaju, Barra dos Coqueiros e Itaporanga D’Ajuda, em medidas autorizadas pela Justiça Estadual que atingem suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
De acordo com apurações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, a ofensiva foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe. A iniciativa dá continuidade aos desdobramentos da Operação Indumentum II, realizada em maio deste ano, aprofundando o rastreamento de ativos financeiros ilícitos.
Bloqueio de valores e imóveis em três municípios
O montante de R$ 430 mil bloqueado pela Justiça corresponde a um crédito gerado na negociação de um imóvel rural situado no estado de Minas Gerais. Paralelamente, os mandados de sequestro de bens atingiram propriedades em diferentes regiões, complicando a situação patrimonial dos investigados.
As ordens judiciais buscam desmantelar a estrutura financeira utilizada pelo grupo para dar aparência de legalidade a recursos obtidos de forma criminosa. A estratégia policial foca na descapitalização das redes suspeitas de operar esquemas complexos.
Investigação sobre tráfico interestadual e ocultação patrimonial
Conforme os dados repassados pelas autoridades de segurança, a organização é suspeita de atuar fortemente no tráfico interestadual de entorpecentes. Para ocultar os lucros obtidos com a atividade ilícita, os integrantes recorriam a esquemas sofisticados de ocultação patrimonial.
Os investigadores constataram o uso sistemático de pessoas físicas e jurídicas interpostas para registrar bens. Essa prática de ocultação visava distanciar os verdadeiros beneficiários do patrimônio adquirido de maneira irregular.
Movimentações financeiras incompatíveis com a renda
O avanço das apurações financeiras revelou que os alvos da operação apresentavam fluxos de capital completamente incompatíveis com a renda formalmente declarada. A discrepância chamou a atenção dos órgãos de controle e embasou os pedidos de medidas cautelares patrimoniais.
O uso de laranjas e empresas de fachada dificultava o rastreamento inicial, mas a análise detalhada permitiu que a força-tarefa identificasse o fluxo real do dinheiro sujo.
Atuação integrada das forças de segurança
A operação em curso é fruto do esforço conjunto da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe. A força-tarefa reúne efetivos da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Esse modelo de atuação integrada visa otimizar o compartilhamento de inteligência e garantir maior efetividade no combate ao crime organizado e à lavagem de capitais.

