Um grupo de legisladores de 13 países das Américas formalizou uma declaração conjunta exigindo o encerramento imediato das operações militares dos Estados Unidos que visam pequenas embarcações no Caribe e no Pacífico oriental. O movimento ganha força após uma recente ação americana no mar do Caribe, que resultou na morte de quatro pessoas sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas, embora as autoridades dos EUA não tenham apresentado provas públicas de que o barco transportava entorpecentes.
Questionamentos sobre legalidade e direitos humanos
A carta conta com a assinatura de parlamentares de nações como Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Equador, Honduras, Uruguai, Canadá, Guatemala, México, Peru, Paraguai e dos próprios Estados Unidos. Entre os representantes brasileiros, assinam o documento as deputadas federais Luciene Cavalcante e Ana Pimentel. Os signatários argumentam que a suspeita de envolvimento com o narcotráfico não anula garantias fundamentais, como o direito à vida e ao devido processo legal.
O documento destaca que, desde setembro de 2025, operações militares americanas teriam causado ao menos 234 mortes. Os parlamentares enfatizam a ausência de evidências de que os alvos representassem uma ameaça iminente capaz de justificar o uso de força letal. Além disso, apontam que a maioria das vítimas permanece sem identificação, dificultando o acesso de famílias a informações ou mecanismos de reparação.
Eficácia da estratégia no combate ao tráfico
Além das preocupações humanitárias, o grupo contesta a eficácia da estratégia militar adotada pelos Estados Unidos. Citando avaliações do próprio governo americano, os legisladores afirmam que os ataques não demonstraram redução significativa no fluxo de cocaína para o território dos EUA, tampouco impactaram a produção da droga na região. Especialistas em direito e organizações de direitos humanos, mencionados no texto, alertam que as ações podem configurar execuções extrajudiciais.
Pressão por transparência e fim das operações
A declaração expressa temor quanto à possível expansão dessas operações para alvos em terra firme e critica o apoio logístico ou de inteligência fornecido por outros países. O grupo solicita que governos das Américas cessem qualquer assistência a essas missões. Os parlamentares declararam que pretendem utilizar suas prerrogativas legislativas para exigir maior transparência, responsabilização pelas mortes ocorridas e justiça para as famílias das vítimas.
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Perguntas frequentes
Quais países assinaram a declaração?
O documento foi assinado por parlamentares de 13 países: Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Equador, Honduras, Uruguai, Canadá, Guatemala, México, Peru e Paraguai.
Qual é o principal argumento dos parlamentares?
O grupo argumenta que não há provas de ameaça iminente que justifique o uso de força letal, questiona a legalidade das operações e aponta a ineficácia da estratégia no combate ao tráfico de drogas.
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