A reta final do Campeonato Brasileiro coloca o Flamengo em uma posição de extrema vigilância na tabela de classificação. O clube carioca lidera a competição nacional e ostenta uma vantagem de três pontos sobre o segundo colocado, tornando cada rodada um capítulo crucial na corrida pelo troféu.
Nesse cenário de alta pressão, a definição da equipe de arbitragem para o confronto contra o Grêmio, agendado para esta quarta-feira (4), às 19h30, no Maracanã, acendeu o sinal amarelo nos bastidores. A presença de Paulo Cesar Zanovelli no comando do apito trouxe à tona lembranças de um passado recente marcado por muita contestação entre os dois clubes.
Retorno do árbitro ao caminho do Rubro-Negro
A designação de Paulo Cesar Zanovelli para o duelo contra o Grêmio repercutiu nos bastidores do clube carioca devido ao histórico recente. O profissional esteve no centro de uma das maiores discussões sobre arbitragem em um encontro anterior envolvendo as mesmas equipes, disputado em agosto de 2025.
Para a diretoria e a comissão técnica, rever o mesmo árbitro em um momento tão sensível do torneio exige atenção redobrada. A disputa pelo título não margem para erros e qualquer interferência externa na dinâmica da partida é monitorada de perto pelos dirigentes.
O pênalti contestado em 2025
O episódio que gerou o atrito ocorreu em 31 de agosto de 2025, durante um confronto válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, também no Maracanã. Naquela oportunidade, o time da casa vencia a partida por 1 a 0 até os instantes finais do tempo regulamentar.
Aos 39 minutos da etapa complementar, após um cruzamento para a área, a arbitragem assinalou um toque no braço de Ayrton Lucas e marcou penalidade máxima para o clube gaúcho. O goleiro Tiago Volpi converteu a cobrança, decretando o empate por 1 a 1 e frustrando os planos da equipe carioca no Rio de Janeiro.
Reclamações sobre critérios de arbitragem
A insatisfação do clube rubro-negro no duelo do ano anterior não se limitou apenas ao lance do pênalti. A atuação da equipe de arbitragem foi alvo de contestações públicas por parte da cúpula do futebol do clube, que apontou inconsistências na condução da partida.
Na época, o diretor de futebol José Boto expressou preocupação com os critérios adotados por Paulo Cesar Zanovelli ao longo dos noventa minutos. Entre as queixas levantadas pela diretoria estava o volume de faltas assinaladas contra o mandante, mesmo diante do controle territorial e ofensivo exercido ao longo do confronto.

