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Paz Encina celebra trajetória e a força da linguagem autoral na 20ª Cinebh

Paz Encina celebra trajetória e a força da linguagem autoral na 20ª Cinebh

Paz Encina celebra trajetória e a força da linguagem autoral na 20ª Cinebh

A conexão entre música e cinema na obra de Paz Encina

A cineasta paraguaia Paz Encina, homenageada na 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH), atribui sua sensibilidade artística a uma formação pouco convencional. Antes de dominar as câmeras e o roteiro, a diretora foi alfabetizada através da música, iniciando seus estudos de violão clássico aos quatro anos de idade. Essa base sonora moldou não apenas sua percepção estética, mas a própria estrutura de sua narrativa cinematográfica.

Segundo a diretora, a música forneceu a métrica e o ritmo necessários para que ela pudesse conceber seus roteiros a partir do som. Essa abordagem singular é um dos pilares de sua filmografia, que se destaca pela exploração de temas como perda, ausência e a complexa relação com a memória do Paraguai. O resultado são narrativas minimalistas onde o tempo não segue uma linha reta, mas coexiste em diferentes camadas.

Homenagem e reconhecimento na CineBH

A 20ª edição da CineBH reserva um espaço especial para a trajetória de Encina nesta terça-feira (22). Além de receber um troféu em reconhecimento ao seu legado, a cineasta conduzirá uma masterclass e participará de sessões comentadas de três obras fundamentais de sua carreira: “Hamaca Paraguaya” (2006), “Exercícios de Memória” (2016) e “Carta a um Velho Mestre” (2024).

Para Cleber Eduardo, coordenador curatorial do evento, a escolha da homenageada reflete o compromisso da mostra com um cinema latino-americano que prioriza a necessidade artística sobre as tendências de mercado. A celebração também marca uma coincidência simbólica: o primeiro longa-metragem da diretora completa duas décadas exatamente no mesmo ano em que o festival atinge sua 20ª edição.

Um marco para o cinema paraguaio

A relevância de Paz Encina para a cinematografia de seu país é histórica. Com “Hamaca Paraguaya”, a diretora rompeu um hiato de quase 30 anos sem a produção de longas-metragens no Paraguai. O filme, que narra a espera de um casal de fazendeiros pelo retorno do filho que partiu para a Guerra do Chaco, tornou-se um símbolo de resistência criativa.

A curadoria da CineBH destaca que cineastas como Encina buscam formas autênticas de expressar o que é urgente, recusando-se a seguir fórmulas prontas que circulam nos grandes festivais internacionais. Essa busca por uma linguagem própria, que nasce da necessidade interna do realizador, é o que define, para a mostra, a essência do cinema latino-americano contemporâneo.

Perguntas frequentes

Quais filmes de Paz Encina serão exibidos na CineBH?

A mostra exibirá “Hamaca Paraguaya” (2006), “Exercícios de Memória” (2016) e “Carta a um Velho Mestre” (2024), com a presença da diretora em sessões comentadas.

Qual a importância de “Hamaca Paraguaya” para o cinema?

O filme é historicamente relevante por ter encerrado um período de quase 30 anos sem a produção de longas-metragens no Paraguai, projetando a diretora no cenário internacional.

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