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Pesquisa aponta quem eleitores responsabilizam pela disseminação das bets no Brasil

Pesquisa aponta quem eleitores responsabilizam pela disseminação das bets no Brasil

Pesquisa aponta quem eleitores responsabilizam pela disseminação das bets no Brasil

Percepção popular sobre o mercado de apostas

Uma nova pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel revela como o eleitorado brasileiro enxerga a responsabilidade política pela expansão das apostas esportivas, conhecidas como bets, no país. O levantamento, que ouviu 5.015 pessoas entre os dias 17 e 22 de setembro, indica que 36% dos entrevistados apontam o governo Lula como o principal responsável pela disseminação dessas plataformas.

Na sequência, o governo Bolsonaro é citado por 25,4% dos participantes, enquanto o Congresso Nacional aparece com 16,5% das menções. A pesquisa, que possui margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.

Contexto histórico da regulamentação

Embora a percepção pública foque nas gestões recentes, o marco legal das apostas no Brasil remonta ao final de 2018, durante o governo de Michel Temer. A legislação aprovada na época previa um prazo de quatro anos para a regulamentação das atividades, o que não foi concretizado naquele período. Nos anos seguintes, durante a gestão de Jair Bolsonaro, a ausência de normas específicas impediu a fiscalização efetiva, permitindo o crescimento acelerado das plataformas.

Já no atual governo, a sanção de uma nova lei no final de 2023 buscou estruturar a taxação e estabelecer regras operacionais para o setor. O objetivo declarado da medida foi garantir que as empresas paguem impostos sobre suas atividades e operem dentro de um quadro regulatório definido.

Impactos e opinião pública

Além da responsabilidade política, o levantamento mediu a avaliação dos brasileiros sobre os efeitos das bets. A maioria absoluta dos entrevistados, 59,9%, acredita que as plataformas trazem apenas prejuízos, enquanto 28,6% consideram que os danos superam os benefícios. Apenas uma parcela ínfima da população vê vantagens exclusivas na prática.

O sentimento de desaprovação reflete-se em propostas de controle mais rígido. Segundo os dados, 84% dos entrevistados defendem que as empresas paguem mais impostos, 79% apoiam a limitação da publicidade do setor e 75% chegam a defender a proibição total das apostas no país. Além disso, 88% dos participantes rejeitam a ideia de que as apostas possam servir como fonte de renda complementar, e 66% apontam que menores de 18 anos possuem acesso facilitado aos sites.

Perguntas frequentes

Qual a margem de erro da pesquisa?

O levantamento possui uma margem de erro de um ponto percentual, com um nível de confiança de 95%.

Quantas pessoas foram entrevistadas?

A pesquisa ouviu um total de 5.015 eleitores em todo o território nacional.

O que a lei de 2023 mudou?

A legislação sancionada no final de 2023 focou na estruturação da taxação, na definição de regras de operação e na regulamentação das empresas do setor.

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