Após a repercussão gerada pelo anúncio de instalação de um Cemitério Ecológico Municipal no bairro Santo Antônio, a gestão municipal de Aracaju decidiu ampliar o número de áreas em avaliação para receber o equipamento público. A decisão foi debatida durante reunião entre a prefeita Emília Corrêa e representantes de pastas estratégicas da administração local, buscando alternativas para solucionar uma demanda antiga da cidade.
Repercussão e novos locais em estudo
A indicação inicial de um terreno na região do Santo Antônio provocou manifestações contrárias por parte dos moradores, além de debates acalorados na Câmara Municipal e ampla repercussão na imprensa local. Diante do cenário de contestação, a Prefeitura esclareceu que nenhuma localidade está definida em caráter definitivo e que o leque de opções foi estendido para contemplar diferentes pontos do município.
O projeto atende a uma determinação judicial originada de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público, que cobra a construção de um novo espaço para ampliar a oferta de vagas de sepultamento. Com a ampliação dos estudos técnicos, além do terreno inicialmente previsto, outras localidades passaram a integrar a lista de análise da administração municipal.
Histórico de áreas e projeto técnico
O processo de planejamento contempla locais mapeados desde gestões anteriores em terrenos privados, abrangendo bairros como Japãozinho, Ponto Novo e a Zona de Expansão. Com a recente rediscussão do planejamento, os bairros Santo Antônio e Santa Maria também entraram no escopo de avaliação da prefeitura para a instalação da infraestrutura funerária.
A proposta técnica apresentada pela gestão prevê a construção de milhares de lóculos em modelo vertical, acompanhados de ossuário, salas de velório, centro ecumênico e áreas de estacionamento. O projeto estrutural emprega tecnologias para isolar o solo contra o contato de resíduos líquidos e realizar o tratamento de gases, otimizando o aproveitamento espacial.
Diálogo institucional e audiência pública
Como desdobramento das discussões com a sociedade, a administração solicitou ao Ministério Público de Sergipe a realização de uma audiência pública conjunta. O encontro tem o propósito de reunir autoridades e moradores para apresentar os detalhes do projeto, ouvir dúvidas e debater as alternativas viáveis para o impasse territorial.
A iniciativa busca alinhar o cumprimento da obrigação judicial com a escuta ativa da comunidade afetada, reforçando que o processo de tomada de decisão deve equilibrar exigências legais e a participação popular na construção de soluções urbanas.

