Investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi
A Polícia Civil do Ceará segue com as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem foi encontrada sem vida na área externa de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no último dia 13. As autoridades buscam localizar o namorado da vítima, João Munhoz Neto, que residia com ela e familiares no local.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que, no domingo, 20, a sogra da estudante, Sara Regina Alexandre Munhoz, foi localizada em um imóvel na Praia do Cumbuco, em Caucaia. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, resultando na coleta de um celular e um tablet para perícia técnica.
Análise técnica e cronologia dos fatos
O trabalho de investigação é conduzido pela Polícia Civil em conjunto com a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O laudo cadavérico apontou que a causa da morte foi politraumatismo, com lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais descartaram a presença de substâncias de interesse toxicológico no organismo da universitária.
A equipe de perícia retornou ao condomínio em Aldeota para realizar análises complementares, incluindo o uso de drones e a coleta de vestígios de DNA no apartamento e em áreas comuns. A Secretaria de Segurança destacou que a dinâmica completa dos fatos só será concluída após o encerramento de todas as etapas periciais e investigativas. Até o momento, quatro pessoas prestaram depoimento e outras quatro oitivas já foram agendadas.
Imagens de segurança e depoimentos
A análise das câmeras de monitoramento do condomínio La Piazza é um ponto central para a apuração. Segundo informações divulgadas pelo Diário do Nordeste, as gravações indicariam a saída do namorado e da mãe dele do prédio antes do horário em que o corpo da jovem foi encontrado. O namorado teria retornado ao local apenas por volta das 22h48, horas após o ocorrido.
A mãe da estudante, a professora universitária Isorlanda Caracristi, tem utilizado as redes sociais para cobrar respostas sobre o caso. Em relatos públicos, ela descreveu o comportamento do namorado da filha como controlador e obsessivo. A professora afirmou que, após a morte de Isabelle, não recebeu qualquer contato da família de Munhoz Neto e que teve seu número bloqueado pelo rapaz.
O relato da família
Isorlanda Caracristi relatou que a última comunicação com a filha ocorreu no dia 13, por meio de uma mensagem. Ao tentar contato no dia seguinte, sem sucesso, a professora dirigiu-se ao condomínio. A confirmação do óbito foi dada pela síndica do prédio, momento que a mãe descreveu como o mais difícil de sua vida. O caso segue sob sigilo de informações para não comprometer o andamento das investigações policiais.

