Críticas aos modelos econômicos vigentes
O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, classificou como “falidos” os modelos econômicos representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo senador Flávio Bolsonaro. Em sabatina realizada nesta terça-feira, 22, no programa Veja em Foco, Cury afirmou que ambos os projetos não atendem às necessidades atuais do país.
Ao ser questionado sobre um possível cenário de segundo turno sem a sua presença, o candidato manteve uma postura crítica. “O modelo econômico de Lula está falido. O modelo de Flávio Bolsonaro também. Se o pai perdeu, o filho também vai perder”, declarou, descartando qualquer possibilidade de apoio a um dos dois adversários em uma eventual etapa final da disputa eleitoral.
Avaliação sobre a gestão petista
Cury direcionou parte de suas críticas à trajetória administrativa de Lula. Para o candidato, o primeiro governo do petista possuía uma dinâmica econômica distinta, que ele atribuiu à presença de Henrique Meirelles e a um suposto “choque de responsabilidade fiscal”. Na visão de Cury, contudo, esse modelo teria sofrido um processo de deterioração ao longo dos anos.
Além disso, o candidato do Avante questionou a legitimidade dos principais concorrentes para tratar de temas estratégicos, como a agricultura. “Como é que pode ele, que nunca plantou uma horta, definir o futuro da agricultura, bem como Lula, que nunca plantou uma horta e definiu o futuro da agricultura?”, questionou, colocando em dúvida a experiência dos adversários em setores fundamentais para a economia nacional.
Proposta de rompimento com a polarização
A estratégia de campanha de Augusto Cury foca em romper com a polarização política que domina o debate nacional. O candidato defende uma mudança na forma como o governo é conduzido, propondo a substituição do tradicional “pacto com deputados” por um “pacto social” baseado na participação de especialistas.
“Queremos ganhar essa eleição porque queremos chamar os melhores especialistas da nação brasileira para governar com justiça”, afirmou. Segundo Cury, a relação entre governantes e o poder público deve ser redefinida, tratando presidentes e ocupantes de cargos eletivos como servidores diretos da sociedade.
Expectativa para o segundo turno
Apesar do cenário eleitoral, Cury demonstrou otimismo ao projetar sua participação no segundo turno. O candidato afirmou que seu objetivo é enfrentar Lula diretamente na fase final da corrida presidencial. “Eu quero o Lula no segundo turno, porque nós vamos aposentá-lo”, disse, reiterando sua convicção de que será o próximo presidente do Brasil.
Além das críticas econômicas, Cury também mencionou o que chamou de “planilha do Dark Horse”, cobrando explicações sobre gastos relacionados ao projeto de Flávio Bolsonaro, mantendo o tom de oposição aos principais nomes da disputa.

